sábado, 25 de dezembro de 2010
REGRESSO ÀS ORIGENS: O NATAL NAS CULTURAS PAGÃS
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
LUZES DE NATAL - POR QUE AS UTILIZAMOS?
Os primeiros registros de celebrações natalinas datam de 336 dC, quando a Igreja, ao invés de proibir festas pagãs existentes, as transformava em cristãs. Os primórdios do que hoje conhecemos como Natal sobrepuseram-se ao culto ao Sol Invictus – um apanhado de deuses, tidos até então como a divindade máxima do Império Romano.
Os participantes do ritual, celebrado no solstício de inverno, acendiam velas para manter viva a presença divina. Muitos séculos mais tarde, com o advento da eletricidade, as velas de parafina primeiramente foram substituídas por velas elétricas e, posteriormente, por pequenas lâmpadas hoje abundantes no mercado varejista no fim do ano. Ao contrário do que muitos pensam, não há qualquer ligação com o Menorah, o candelabro judaico.
Os pisca-piscas (chamados simplesmente de luzes de Natal, em Portugal) tornaram-se populares devido ao seu baixo custo e grande impacto visual em fachadas, jardins e árvores de Natal. Tomadoas como kitsch por serem como a versão caseira das grandiosas decorações natalinas de edifícios, parques e monumentos públicos, as microlâmpadas invadem as casas dos subúrbios de várias cidades ocidentais, onde é comum haver competições que buscam premiar a casa mais iluminada.
Tanto dispêndio de energia e dinheiro pode parecer controverso nos tempos atuais, quando, além da convivência com resquícios de uma crise econômica global, fala-se cada vez mais em poupar recursos a fim de preservar o planeta.
E foram problemas orçamentários que tornaram menos iluminado o fim deste ano. A prefeitura da cidade inglesa de Chichester, por exemplo, alega não poder arcar com os valores de um alto gasto de energia nas comemorações. Por consideração para com o contribuinte, vetou qualquer ornamentação com dinheiro público.
Por outro lado, a decoração natalina não está completamente fadada à repressão: novas tecnologias mostram-se uma alternativa viável quanto ao dispêndio de energia. Lâmpadas de LED (Light Emitting Diode ou diodo emissor de luz), por exemplo, consomem quase 8 vezes menos do que uma lâmpada incandescente de igual potência e garantem 100 mil horas de vida, ou seja, mais de 10 anos de uso contínuo. Se ligadas apenas durante o mês de dezembro, durariam cerca de 120 celebrações de Natal.
Inventando uma Árvore
Árvore de livros
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O Natal se origina em tradições mais antigas que o próprio cristianismo
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Aproveite a temporada de calor para dar adeus às megaproduções


domingo, 19 de dezembro de 2010
5 coisas que você deve saber sobre compras compulsivas
A psicóloga Tatiana Filomensky explica esse sentimento que leva as pessoas a traduzir suas frustrações em compras compulsivas e descontroladas.
É um excesso de preocupações e desejos relacionado ao comprar. A pessoa que compra compulsivamente apresenta um comportamento de descontrole com relação às compras e ao gasto de dinheiro. Compra para lidar melhor com as próprias emoções. Por exemplo, se está triste, vai comprar para ficar feliz; se tem uma reunião no trabalho, vai comprar uma roupa nova, ou seja, há sempre uma justificativa para ir às compras. Dessa forma, tenta mascarar seus sentimentos verdadeiros (tristeza, raiva, ansiedade, etc.) com o prazer que sente ao comprar.
Como essas pessoas compram muito, costumam mentir sobre o que compram, quando compram, quanto gastaram, pois há sempre alguém dizendo que estão gastando demais. Algumas vezes podem chegar a roubar, falsificar assinatura de cheque ou cartão para conseguir crédito para comprar. Muitas vezes tentam controlar seus gastos, diminuir as compras, mas não conseguem, se sentem frustradas e incapazes de lidar com essa situação exagerada de comprar. E, ao longo do tempo, percebem que vão comprando cada vez mais coisas para atingirem a sensação de prazer.
• Por quais razões ocorre o comprar compulsivo?
Alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento da compra compulsiva incluem desde fatores biológicos e psicológicos até os socioculturais, considerando uma sociedade que estimula a troca rápida de bens de consumo. Famílias de compradores compulsivos geralmente têm outros integrantes que apresentam falta de controle do impulso de comprar, ou de jogar, ou mesmo a dependência química. Também existem alguns estudos que apontam para uma baixa ação dopaminérgica, a chamada Síndrome da Deficiência do Sistema de Recompensa Cerebral, causando esse descontrole.
Na questão comportamental prevalece o fator da baixa autoestima, pessoas com uma identidade frágil que se apoiam na compra de objetos, roupas, acessórios, para mostrarem quem são ou aumentarem sua autoestima. É o que costumamos chamar de ‘Ter’ para ‘Parecer Ser’.
• Como identifico quando alguém está com esse problema?
Observe se a pessoa perde o controle nas situações de compra, verificando se ela apresenta preocupações excessivas com o ato de comprar, tentativas frustradas de diminuí-las, sentidas como um impulso sem controle ou a simples inabilidade de resistir a qualquer objeto de desejo. Perceba se a pessoa compra para buscar prazer, se ao comprar demonstra satisfação e alívio, e mais tarde arrependimento, culpa, sensação de fracasso ou ansiedade.
Verifique se a pessoa passa a ter prejuízos financeiros causados pelo endividamento, falha em cumprir compromissos pessoais e se recorre a mentiras para minimizar o envolvimento com as compras. E, finalmente, se persiste no comportamento de comprar compulsivamente, mesmo diante de muitos prejuízos.
• As ‘compras compulsivas’ têm tratamento?
Sim. O tempo do tratamento vai depender muito de cada pessoa, dos problemas emocionais envolvidos, da sua motivação para se tratar. É muito comum pessoas que fazem compras compulsivas também apresentarem problemas como ansiedade, depressão e alteração do humor. Por isso, é fundamental o acompanhamento médico e o psicoterápico.
Na psicoterapia, por exemplo, a pessoa vai poder rever a forma como lida com as suas emoções, perceber o papel “funcional” do dinheiro na sua vida, estabelecer um novo padrão de comprar, etc. Algumas vezes é necessário contar com a ajuda dos familiares, reduzir o acesso ao dinheiro, estabelecer metas para resolver os problemas financeiros, entre outras providências.
• Qual profissional pode ajudar o comprador compulsivo?
Você deve procurar ajuda do psiquiatra e do psicólogo. O psiquiatra irá fazer a avaliação das questões pertinentes à depressão, ansiedade, humor e lhe medicar, se for o caso. Isso auxilia muito o tratamento.
O psicólogo, por sua vez, irá auxiliar nas questões emocionais que estão relacionadas ao comportamento do comprar compulsivo. A terapia cognitivo-comportamental vem apresentando excelentes resultados no tratamento de compradores compulsivos. Seu foco é ajudar a pessoa a identificar os pensamentos que influenciam o desejo de comprar, e promover a mudança do comportamento, lidando e evitando as situações que aumentam o desejo de consumo.
Por Tatiana Zambrano Filomensky: psicóloga clínica, especialista em Terapias Cognitivas, coordenadora do atendimento de pacientes com compras compulsivas do Ambulatório dos Transtornos do Impulso (AMITI) e psicóloga do Ambulatório de Jogo Patológico (AMJO) do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.
Onde encontrar atendimento gratuito:
Ambulatório dos Transtornos do Impulso (AMITI) - www.amiti.com.br
Ambulatório de Jogo Patológico (AMJO) do IPq-HC-FMUSP - www.anjoti.org.br
Meninas egípcias trocam boneca islâmica com véu por Barbie
O véu islâmico e o recatado guarda-roupa da Fulla, uma das bonecas mais vendidas no Oriente Médio, já não seduzem tanto as meninas egípcias, que agora preferem as saias curtas e os vestidos justos da Barbie.
"A Fulla desapareceu de nossas prateleiras. Ninguém mais procura por ela porque está fora de moda", disse a jovem Nevine Ibrahim, funcionária de uma loja de brinquedos do bairro de Dokhi, no Cairo.
A boneca, batizada com o nome de um típico jasmim da região, foi lançada na Síria em 2003. Segundo Hani Orfali, um responsável da empresa fabricante, ela "representa o mundo muçulmano com sua cultura, valores e esperanças".
"A Fulla simboliza o sonho de toda menina árabe: uma personalidade popular e divertida que contribui positivamente para a sociedade e ressalta a importância da vida familiar", assinalou Orfali, diretor da divisão de brinquedos da NewBoy, em e-mail à Agência Efe.
Ele garantiu que as vendas da boneca nos últimos anos foram "mais altas que as de qualquer outra boneca no Oriente Médio", mas preferiu não mencionar números nem dar detalhes sobre a atual situação.
No entanto, o comerciante egípcio Talat Mustafa, dono de uma loja de brinquedos em um centro comercial, destacou que ela já quase não é vendida no Egito.
"Durante alguns anos, as vendas do produto subiram sem parar, mas era uma moda passageira. Agora, nenhum cliente a solicita", comenta.
De fato, nas prateleiras de seu estabelecimento, as únicas concorrentes da Barbie são as pomposas princesas ocidentais, de vestidos rosa brilhante.
Já não há lugar para a Fulla porque, segundo Mustafa, a boneca islâmica "perdeu a batalha do marketing".
"Mas quem sabe? Se voltar a aparecer na televisão, talvez nossos clientes nos obriguem a trazê-la de volta à loja", acrescentou.
"Muitos pais pensaram que, se sua filha brincasse com uma boneca islâmica, seria uma boa religiosa quando crescesse. Mas esse conceito mudou", ressaltou Mustafa.
Na loja de brinquedos de Ibrahim também não há rastro dos olhos castanhos e do cabelo preto da Fulla, mas sim restam algumas concorrentes de traços árabes e véu islâmico que, por serem mais baratas, esperam que algum comprador se compadeça delas.
As "primas" islâmicas da Fulla são Karima [generosa, em árabe], que veste um longo vestido azul e tem um véu branco, e Yamila [bela], produzida com uma "abaya", túnica negra usada nos países do golfo Pérsico que cobre da cabeça aos pés.
Ao contrário da Fulla, fiel à ortodoxia muçulmana que só aceita as relações entre homem e mulher dentro do casamento, Yamila tem um companheiro com túnica e turbante brancos, Yamil, alternativa ao amigo da Barbie, Ken.
Sobre esse delicado assunto, Orfali acredita que é cedo para que a boneca muçulmana tenha um marido porque representa uma jovem de 16 anos, e não revela se seu casamento chegará com a maioridade.
Apesar de ter caído em desgraça entre as meninas egípcias, esta boneca mantém seu prestígio em países do golfo como a Arábia Saudita, onde a Barbie é proibida e a Fulla oferece, além disso, uma extensa unidade familiar formada por seus pais, dois irmãos gêmeos chamados Bader e Nur, e duas amigas íntimas, Yasmin e Nada.
A Fulla não é apenas uma boneca, já que produtos como eletrodomésticos, faqueiros, perfumes e inclusive um kit de oração composto por um véu e um tapete são comercializados com seu nome.
Segundo Orfali, a criação deste universo próprio se deve a que a Fulla continua no foco de algumas jovens árabes "sem renunciar ao véu nem aos trajes típicos de alguns países" e, além do guarda-roupa, compartilha com elas aspirações profissionais.
"A Fulla, como outras meninas de sua idade, sonha em desenvolver uma carreira no futuro", disse o diretor da NewBoy para justificar que a boneca já dispõe de suas versões de professora, dentista e estilista.
E advertiu: "Terá outras muitas profissões, que serão escolhidas com base em nossas pesquisas sobre os sonhos das adolescentes árabes".
Coleção História Geral da África em português
Download gratuito somente na versão em português:
- Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 Mb)
- Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 Mb)
- Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 Mb)
- Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 Mb)
- Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 Mb)
- Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 Mb)
- Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (9.6 Mb)
- Volume VIII: África desde 1935 (9.9 Mb)
Informações Adicionais:
Piada de economista: descubra se você é marxista, keynesiano ou liberal
A camiseta propõe um “método” para classificar ideologicamente os economistas. E brinca com três ícones do pensamento econômico – Adam Smith, John Maynard Keynes e Karl Marx. A primeira pergunta é: “Você considera o capitalismo injusto?” E a segunda, seja para quem respondeu “sim” ou “não”, é: “Você tem certeza disso?”
Se você respondeu “sim” às duas perguntas, você é marxista. Se respondeu “sim” ou “não” à primeira pergunta, mas não tem certeza da resposta, você é keynesiano. E se não considera o capitalismo injusto, você é um liberal, como Adam Smith.
Enquanto aguardava o início da defesa, Diego, que está concluindo o segundo ano de Economia, era alvo da curiosidade dos professores e os questionava sobre as suas preferências. Provocado, um professor disse: “Sempre respondi ‘sim’. Pode ler tudo que já publiquei”, desafiou. Diego ficou sem argumentos: “Nunca li o que você escreveu”, respondeu o aluno.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Como é que se diz "de nada" em inglês?
Uma amiga me contou que certa vez estava dando aula e um aluno perguntou a ela como dizia "de" em inglês. Ela sem saber o que estava acontecendo, respondeu rapidamente "of". Continuou ajudando algumas alunas com a atividade e passado algum tempo o mesmo aluno perguntou como dizer "nada". Ela não titubeou e disse "nothing".
Lá pelas tantas ela percebeu que o aluno questionador ficava dizendo "of nothing" para cá e "of nothing" para lá. Ela não resistiu e perguntou "o que é que você tá dizendo aí?"
O aluno muito empolgado disse: ué teacher, eu tô dizendo "of nothing". Não é assim que a gente fala "de nada" em inglês? Então! Quando alguém fala "thanks" ou "thank you" a gente fala "of nothing", né? "of" é "de" e "nothing" é "nada", certo?"
Minha amiga, ao contar esta história, disse que aprendeu uma lição: sempre pergunte antes o que alguém quer realmente dizer para só então dar uma resposta.
Para aqueles que não sabem, o nosso "de nada" em inglês é "you're welcome". Não se preocupe em querer traduzir literalmente a expressão. Apenas saiba que para dizer "de nada" você dirá "you're welcome". Além de "you're welcome" há ainda outras expressões. Algumas mais formais e outras mais informais! Como o negócio hoje é aprender um inglês mais descolado, maneiro... aí vai um outro modo de dizer "de nada"
Think nothing of it! (Esquenta não! / Relaxa! / De boa!)
Lembre-se que isto é apenas em agradecimentos. E este último de uso bem informal! Coisa de amigo para amigo!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Oscar Niemeyer chega aos 103 anos com projetos de arquitetura e de vida
Comemorações do aniversário do arquiteto, no dia 15, incluem inaugurações no Brasil e no exterior, festa e até lançamento de um samba - composto por ele
As comemorações começam no dia 15, data de seu nascimento, às 11h, em Niterói, onde o prefeito Jorge Roberto Silveira, amigo de longa data, inaugura com o arquiteto a sede da fundação que leva seu nome e que integra o Caminho Niemeyer, projeto que tem absorvido a maior parte de seu tempo. No mesmo dia está previsto o lançamento da oitava edição da Revista Nosso Caminho, criada há dois anos e editada a quatro mãos com a mulher e principal assistente, Vera Lúcia, com quem comemora na mesma data quatro anos de casado. E não faltará o tradicional almoço com a família e amigos.
A data também não passará em branco para os clientes e admiradores da obra do arquiteto fora do Brasil. No dia 15, a cidade espanhola de Avilés, nas Astúrias, verá a inauguração do Centro Niemeyer, espaço cultural que pretende se igualar em importância aos maiores do mundo, com uma programação digna de tanto: ali se realizará a conferência inaugural do novo programa de educação e cultura das Nações Unidas, cuja sede, em Nova York, foi projetada por Niemeyer, há 63 anos.
O centro cultural é considerado o principal projeto de Oscar Niemeyer na Europa, mas na lista de trabalhos em andamento no escritório do arquiteto, em Copacabana, no Rio, destacam-se também a Biblioteca dos Países Árabes e da América do Sul, na Argélia, o Museu de Arte Contemporânea de Ponta Delgada, nos Açores, o Porto da Música, teatro para 2 mil pessoas em Rosário (Argentina), a reforma do prédio da Brahma, no Sambódromo carioca, e o aquário do Complexo Educacional e Turístico de Búzios, na Região dos Lagos fluminense.
Apaixonado pela cidade histórica de Petrópolis, na região serrana do Estado, onde costuma passar finais de semana hospedado em casa de amigos, Oscar ainda aceitou um novo desafio: o de desenhar um templo católico em Itaipava, que não será grande como uma igreja nem pequeno como uma capela, conforme adiantou aos mais próximos.
Sua longevidade e disposição não exigem sacrifícios em nome da saúde. Come de tudo, até ovo frito, mas moderadamente. Fumou cigarrilhas há até três meses atrás. Faz fisioterapia para manter o corpo flexível e consulta regularmente o médico. Usa cadeira de rodas para se locomover em situações que exigem esforço maior, mas faz questão de caminhar pelo escritório e pela casa e de manter o gesto cavalheiro de se levantar para cumprimentar uma mulher. Sai para jantar duas vezes por semana, no restaurante preferido, o Terzetto, em Ipanema, onde tem mesa cativa.
“Ele está sempre arrumando sarna pra se coçar”, brinca o engenheiro José Carlos Sussekind, amigo muito próximo, ao procurar explicação para tanto dinamismo. A mulher, Vera Lúcia,conta que, nestes mais de 30 anos de convivência, aprendeu a admirá-lo não só como profissional, mas como pai, avô e amigo. “Coerente com suas ideias, preocupado permanentemente com os menos favorecidos, Oscar surpreende a todos por sua lucidez, sua capacidade de manter uma notável vigilância crítica em relação ao mundo da política”, comenta ela, lembrando uma de suas maiores paixões.
Desafio ao tempo - Niemeyer desafia o tempo também no terreno das ideias. Orgulha-se de não ter mudado nem um milímetro suas convicções políticas ao longo da vida. Comunista convicto até hoje, acompanha o noticiário e se preocupa com os problemas mundiais, como a crise europeia, que classifica como “crise do capitalismo”, e com o cenário político na América Latina, no qual vê a necessidade "responder às ameaças do imperialismo norte-americano". Admirador do presidente Lula, dedicou sua atenção quase exclusivamente à campanha eleitoral. Feliz com o resultado, diz esperar que Dilma Rousseff continue o trabalho social de Lula, “um dos grandes presidentes que o Brasil já conheceu”.
Bom humor também parece fazer parte da rotina do arquiteto. Na cama do hospital, no ano passado, decidiu compor a letra de um samba com seu enfermeiro, para matar o tempo. O samba, que tem o sugestivo nome de “Tranquilo com a vida”, foi gravado pelo músico Edu Krieger e também será lançado na próxima semana, em comemoração ao aniversário do gênio. Animado com a incursão pela música, Niemeyer comprou um piano, para “batucar e passar o tempo quando a vida está muito chata”, conforme contou aos amigos. Mas não pretende levar a novidade a sério: “tenho consciência que sou um compositor bissexto”, reconhece.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Dicas para emagrecer com saúde para as festas de fim de ano
Fuja das dietas malucas ou radicais
A palavra dieta vem do latim "dietare", que significa estilo de vida, ou seja, aquilo que fazemos habitualmente e diariamente interfere na nossa saúde - e não o que fazemos esporadicamente. Não engordamos subitamente, mas sim lentamente...
Nesta época de festas e comemorações, com o final de ano se aproximando (e aquela promessa de fim de ano que era emagrecer não cumprida), é comum perceber as pessoas mais ansiosas, aderindo a dietas totalmente malucas e praticamente impossíveis de serem seguidas.
O problema é que essas dietas prejudicam a nossa autoestima. Como são impraticáveis, logo as abandonamos e perdemos a confiança em nossa força de vontade - ficando mais difícil nos comprometermos de verdade novamente. Outro efeito colateral importante é a perda de vitaminas e o descompasso metabólico que geramos, pois o nosso organismo padece com isto.
Cada vez que comemos muito pouco ou de forma desbalanceada, nosso organismo sobrevive se adaptando a essa modificação. Quando voltamos a ingerir a quantidade normal de alimentos, podemos até engordar, para compensar a carência a que submetemos nosso corpo.
Portanto, este texto aborda dicas comportamentais e algumas receitinhas para que possamos colocar em prática nossas metas ainda este ano. Não espere passar o Natal, o Reveillon, nem a próxima segunda-feira. Sempre é tempo de começar!
Sugestões:
Nutricionista especialista em "Personal Diet" e Nutrição ampliada pela Antroposofia. Atua em consultório, escolas e ensinando pessoas a cozinhar de uma maneira mais saudável.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
MEC suspende cursos de graduação e pós a distância
O Ministério da Educação (MEC) suspendeu os cursos de graduação na modalidade a distância da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC-BA), da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid-SP) e do Centro Universitário de Araras (Unar-SP). A decisão do Secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira.
As três instituições de ensino tiveram seus processos seletivos ou de transferência para ingresso de novos estudantes suspensos cautelarmente e não podem iniciar novas turmas nos cursos superiores na modalidade a distancia a partir de hoje, mas podem concluir as turmas que estão em andamento. A FTC teve a punição aplicada também à pós-graduação lato sensu.
Para as graduações a distancia da Unicid, o MEC fez exceção ao curso de Licenciatura em Pedagogia, que terá limitação de vagas para novas entradas em 2011 a um número igual ao de vagas ofertadas no ano de 2010. O ministério estipulou nova visita de verificação in loco de supervisão para análise das condições de oferta dos cursos de graduação a distância para o segundo semestre de 2011.
O Unar deve esclarecer ao MEC, no prazo de 10 dias, em quantas e quais localidades (incluindo os "escritórios de apoio") oferta graduação na modalidade a distância, diretamente ou por meio de seus parceiros.
A Unicid, a FTC e o Unar podem recorrer da decisão ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no prazo de 30 dias. Em nota, a Unicid informou que "continua em processo de conformidade de sua atuação na modalidade Ensino a Distância. Tanto que, o curso de Licenciatura em Pedagogia, o de maior volume de alunos, já foi reformulado. Em relação aos demais cursos, a Universidade acredita que antes da data marcada para a verificação in loco apresente as alterações solicitadas".
FTC diz estar no prazo
A FTC em nota afirmou que recebeu ofício do MEC no dia 23 de novembro com prazo de 10 dias para responder. A resposta foi enviada nesta quinta-feira. "Hoje, dia 02, um dia antes do vencimento do prazo, a FTC apresentou à Secretaria de Educação a Distancia, as suas justificativas. Causou grande estranheza, o fato da SEED ter assinado um despacho no dia 25 de novembro, publicado hoje no Diário Oficial da União, não respeitando o prazo por eles estipulado, para a defesa institucional, suscitando a publicação da medida cautelar em veículos de comunicação, antes mesmo do conhecimento das nossas justificativas".
A nota destaca também que a medida é cautelar, portanto cabe recurso. "Não houve descredenciamento da Instituição, atendendo apenas à medida cautelar da Secretaria de Educação a Distância e assegura que nenhum aluno regularmente matriculado sofrerá prejuízo no desenvolvimento e conclusão do seu curso".
Outros casos
A Secretaria de Educação a Distância arquivou também nesta quinta-feira processos administrativos contra a Universidade do Vale do Itajaí (Univali-SC), a Faculdade de Tecnologia Internacional (Fatec-PR) e a Faculdade Internacional de Curitiba (Facinter-PR). Segundo o despacho do DOU, as instituições sanaram as deficiências apontadas pelo MEC.
Procuradas pela reportagem, a Unicid e o Unar informaram que vão se pronunciar sobre a suspensão ainda hoje. O iG ainda não conseguiu contato com a FTC.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Redes sociais ganham opções 'à la carte'
A alta popularidade das grandes plataformas sociais, como Facebook, MySpace e Twitter, abriu caminho para a criação de comunidades menores e específicas, que já começam a se projetar como verdadeiros agentes transformadores não só para o setor publicitário online, mas também para a busca de emprego e networking.
Com uma audiência total de quase 1,3 bilhões de internautas no mundo todo (equivalente à população da China), 978 milhões deles usam redes sociais, conforme um estudo conduzido em setembro de 2010, pela empresa de pesquisa de marketing ComScore.
"As pessoas sempre mantiveram interesses específicos como gosto musical e esportes e não surpreende que as redes sociais segmentadas tenham crescido sem cessar. De fato, a tendência já começou há um tempo", explicou à Agência Efe Andrew Stephen, especialista de Marketing Digital na Escola de Negócios Insead, com sedes na França, Cingapura e Abu Dhabi.
O crescimento repentino dos sites foi fruto da popularização das grandes redes sociais, especialmente do Facebook (com 620 milhões de usuários em 2010, segundo dados da ComScore).
Para os internautas já é habitual usar mídias sociais online como canais de comunicação, o que contribui para o sucesso das redes sociais segmentadas por temas como hobbies, clubes e afinidades.
A tendência das comunidades temáticas veio para ficar e cresce em paralelo com as grandes redes sociais. À medida que mais gente dedica diariamente uma boa parte do tempo aos sites populares, melhor será para o futuro das pequenas redes sociais.
Networking
Um dos casos mais notáveis das redes sociais especializadas é o LinkedIn, uma rede profissional formada por 90 milhões de usuários, entre 30 e 40 anos, com um nível de escolaridade alto. O espaço permite a troca de experiências e oportunidades de trabalho diariamente através de redes de contato com empresários e especialistas.
"É essencial destacar que o LinkedIn não é uma agência de emprego, mas uma rede profissional onde os profissionais estabelecem seus perfis online, se conectam com suas redes e compartilham informação e pontos de vista. Deste modo, existem mais oportunidades para os candidatos mais comprometidos. Como exemplo, mais do 25% do FTSE 100 (índice composto pelas 100 principais companhias na Bolsa de Londres) estão utilizando LinkedIn para encontrar talento na atualidade", segundo fontes da empresa na Espanha.
Como prova da eficiência do networking, está o testemunho de S.P., consultor de Relações Públicas e Comunicações, que foi contatado no dia seguinte após publicar seu perfil no LinkedIn, pelo escritório de empresa de Relações Públicas em Abu Dhabi.
Seguindo a mesma proposta, está o Viadeo, uma comunidade de negócios que promove a busca de patrocinadores, a promoção de eventos e conferência, e a distribuição de ofertas de emprego entre os usuários com o perfil idôneo.
Existem redes sociais temáticas para todos os gostos. Enquanto umas, como SlideShare, servem para compartilhar apresentações, documentos e vídeos profissionais, outras, tais como MyYearbook e Classmates, são direcionados para o público estudantil. A variedade engloba mídias sociais voltadas para amantes de animais de estimação como o Dogster, até para fanáticos por música, como Mog.
O sucesso foi tal que já se dispõem de ferramentas digitais para criar e desenhar redes sociais personalizadas e baseadas em certos interesses e temas através da plataforma online Ning.
A revolução da publicidade online
Considerando as virtudes da vertente tecnológica, as redes sociais segmentadas servem de instrumentos para a publicidade online, já que, ao filtrar uma comunidade segundo seus interesses, é possivel localizar uma audiência muito mais específica.
"Em geral, os membros ativos das redes sociais mais direcionadas costumam mostrar-se mais motivados e comprometidos com as temáticas em discussão, o que pode torná-los em potenciais consumidores influentes", precisa Stephen.
Os sites oferecem vantagens que podem ser refletidas num retorno publicitário como links patrocinados. "Uma rede segmentada pode proporcionar uma audiência focada e um ganho mais elevado para quem participa", explicou o especialista.
Quando questionado sobre as próximas tendências Andrew Stephen afirmou que "os publicitários poderão incorporar palavras chaves dentro dos dados do perfil dos usuários com o objetivo de buscar uma orientação mais específica ao contrário de outras formas de publicidade digital como são os anúncios".
No futuro, os publicitários poderão usar as informações de "similaridade social" na hora de orientar seus anúncios a um público para assim maximizar as tarifas dos cliques publicitários".
Em busca de eleitores
No entanto, a segmentação das redes sociais não traz só lucro no plano comercial, mas também no âmbito político. Os partidos criam suas próprias mídias sociais especializadas se aproximando dos eleitores e alcançando mais influência nas campanhas.
"Apesar de poder alcançar um grupo numeroso de eleitores, em grandes portais, tais como Facebook e Orkut, o certo é que as estratégias midiáticas sociais das marcas e organizações devem incluir plataformas sociais menores", comentou Andreas Jungherr, analista alemão em tecnologias digitais e sociologia política.
Trata-se do exemplo das últimas campanhas políticas alemãs, quando os partidos empregaram redes sociais desenvolvidas por eles mesmos para conectarem-se com seus seguidores e comunicarem-se diretamente com eles. Da mesma forma, os candidatos líderes contavam com perfis em plataformas sociais orientadas principalmente a estudantes e jovens profissionais.
"Para que uma estratégia de mídia social seja bem-sucedida, é necessário identificar as audiências potencialmente significativas em plataformas sociais populares e segmentadas. O grande desafio é identificar as práticas de uso destas plataformas e ajustar o conteúdo comunicativo às convenções de cada uma delas", assinala Jungherr.
Em 2015, 10% dos seus amigos nas redes sociais não serão humanos
A empresa de pesquisas Gartner, baseada em Connecticut – EUA, apresentou algumas de suas previsões para a área de tecnologia nos próximos anos. Entre elas uma afirmação inusitada aponta que até o ano 2015 cerca de 10% dos seus amigos em redes sociais não serão humanos.
Isso, claro, não quer dizer que 10% dos seus amigos irão se tornar zumbis ou ciborgues. A previsão é embasada no advento do que a Gartner chama de robôs-sociais (social bots) – ou ferramentas automáticas usadas por corporações para promover suas marcas.
As estratégias para mídias sociais usadas pelas empresas atualmente envolvem “o estabelecimento da presença, ouvir conversas, articular mensagens e por fim interação completa”, diz o relatório. Muitas corporações já tem presença estabelecida nas redes como o Facebook ou Twitter chegando inclusive ao ponto de projetar mensagens.
O próximo passo lógico, então, seria sistematizar e automatizar os relacionamentos, o que irá resultar no surgimento dos robôs-sociais: “agentes que poderão lidar – em diferentes níveis – com a interação com comunidades ou usuários de maneira personalizada para cada indivíduo”.
E onde isso pode chegar?
O site AllFacebook dá conta de que cada usuário da rede social tem, em média, 100 amigos hoje em dia.
Especula que em um futuro próximo, cada usuário terá cerca de 500 amigos. Se 10% deles forem robôs, teremos cerca de 50 amigos-robôs por usuário e isso pode ser perigoso.
O AllFacebook alerta que atualmente um em cada cinco usuários da rede tem tido problemas com software malicioso. Em um futuro onde robôs-sociais se tornarão comuns, o cuidado com seus dados tem que ser redobrado. Fique de olho!

























