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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rede de Produtores Culturais da Fotografia

Representantes do setor reuniram-se com o ministro da Cultura, nesta segunda-feira, dia 7, em Brasília
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve reunido nesta segunda-feira, 7 de dezembro, em Brasília, com representantes da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB). O encontro objetivou solicitar o apoio para estabelecer canais de comunicação, criar sistemas de interlocução entre a classe fotográfica e os setores públicos e privados.
Na ocasião, foi entregue a Carta de Paraty, que formaliza a criação da RPCFB. A elaboração do documento foi resultado do 1º Encontro de Agitadores Culturais da Fotografia no Brasil, realizado em setembro deste ano naquela cidade histórica do litoral fluminense, durante o evento Paraty em Foco.
Sugestões de formas de incentivo ao setor como o lançamento de editais específicos e a realização de uma pesquisa sobre as iniciativas nacionais no campo da fotografia também foram apresentadas. “Quando estiver finalizado o projeto precisamos nos reunir com o MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior] para consolidar uma parceria”, disse Juca Ferreira.
Quanto às iniciativas educacionais, o ministro da Cultura ressaltou que, em sua opinião, a fotografia tem que interagir com as escolas públicas de todo o Brasil: “crianças fotografam muito bem. Em algum momento da iniciação escolar, temos que incluir a fotografia para o desenvolvimento cultural dessas pessoas”.
Para Iatã Cannabrava, coordenador do Paraty em Foco e um dos signatários da Carta, é necessário a elaboração de políticas públicas para o setor. Ele ainda destacou que está sendo planejada uma ação para registrar o Brasil. “Precisamos criar um plano para documentar os lugares mais escondidos do país.”
Carta de Paraty:
http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/12/carta-de-paraty.pdf

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Imagem de uma nadadora do Reino Unido, com deficiência, ganha premio fotográfico

A imagem de uma nadadora de 13 anos, que perdeu o seu pé direito quando tinha apenas 10 meses, foi distinguido com um premio fotográfico na National Portrait Gallery, em Londres.
04.11.2009 - 16:40 Por Reuters
Paul Floyd Blake, de 47 anos, foi premiado com 12 mil libras, cerca de 13 mil euros, pelo sua fotografia da nadadora de 13 anos Rosie Bancroft, que espera competir em 2012 nos Jogos Paralímpicos. “Ela tinha acabado de bater um recorde pessoal e penso que é por isso que ela parece tão confiante, segura na fotografia”, refere Blake.
Na fotografia Bancroft, usando uma touca vermelha com os óculos sobre a cabeça, vira-se de lado para olhar diretamente para o espectador, apoiando os seus cotovelos nos joelhos.
A fotografia faz parte de uma série de outras imagens chamada “On Track 2012”. Em cada ano, de 2007 a 2012, Blake fotografou e fotografará 12 jovens atletas com potencial para competir nos Jogos Olímpicos, que se realizam em Londres nesse ano.
“A série de fotografias centra-se menos no desporto e mais no crescimento e na transição dos jovens atletas na passagem da infância para a idade adulta”, disse Blake.
Sandy Nairne, diretor da National Portrait Gallery que fez parte do júri, descreveu a foto como “um estudo da determinação juvenil”.
O segundo premio foi atribuído a Vanessa Winship pela sua fotografia de uma mulher em Tbilisi, Georgia. Michal Chebin, natural de Israel, recebeu o terceiro premio pela sua foto de um detido, de 15 anos, numa prisão de segurança máxima na Rússia.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

iain crawford - um banho de cor

Especialista em fotografia de moda, é comum vermos as suas fotografias em marcas como L'Oreal, Givenchy, Harpers Bazaar e Vogue. O trabalho do Londrino Iain Crawford é simples e possui uma estética inconfundível. Sempre através da utilização de fundos simples, a sua imagem destaca-se pela cor e pelos padrões à volta de um modelo. Nas fotografias deste ensaio, Crawford captura o momento em que uma mulher entra em contato com uma substância - tinta, pó ou água - atirada pelo ar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

FOTO RIO 2009

Exposição Fotografias

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Scrapbooking - hobby ou terapia?

Fazer arte usando fotos estimula a criatividade e o autoconhecimento

Por: Rachel Lopes

Quem não gosta de guardar recordações dos momentos preciosos da vida? Pode ser o nascimento de um filho, o casamento tão planejado, o encontro com amigas queridas, as férias tão sonhadas... Não importa. As memórias podem ser eternizadas em álbuns de fotografia personalizados. Trata-se da arte do scrapbooking, que virou febre no Brasil.

Scrapbooking é um projeto artesanal para montagem de álbuns de fotos, com materiais como papéis decorados, arames, desenhos, colagens, adesivos, etiquetas e o que mais a imaginação permitir! A graça é brincar com materiais, criando mecanismos que liberem a imaginação e a criatividade.

Além de agregar prazer na vida dos praticantes do scrapbooking, a arte também é considerada um mecanismo terapêutico por muitos psicólogos. Isso ocorre porque durante o processo criativo, muitas memórias vêm à tona, o que gera uma análise das questões envolvendo aquela lembrança. Embasada na medicina e nas artes, a arteterapia é uma ciência que visa analisar e elaborar meios de cura ou diminuição de sintomas através do uso da arte como forma de expressão de conflitos, traumas, medos, entre outros. Para a psicológa, psicopedagoga e arteterapeuta, Daniele Dornelles, o mais importante na arterapia é o processo de criação em si e não propriamente a sua produção. O scrapbooking, se utilizado em arteterapia, estimula a criatividade e o autoconhecimento, proporcionando a cada sujeito a oportunidade de criar seu álbum de memórias, indo de encontro a sua subjetividade.

"O desenvolvimento da criatividade é especialmente benéfico para os indivíduos, pois vem carregado de autorrealização e iniciativa. É no processo criativo que conseguimos dar forma ao que imaginamos e pensamos, fazendo com que nossas potencialidades e capacidades sejam descobertas", afirma Daniele.

Outra forma de desenvolvimento do potencial criativo também ocorre por causa dos "Crops", encontros para pessoas interessadas no assunto. Trata-se de uma reunião informal entre amigos que apreciam a arte, com direito a lanchinhos, papos divertidos e muita troca de papel, tesoura e enfeites para os projetos!

Desta forma, o scrapbooking une a criatividade com o desenvolvimento do ser, trazendo inúmeros benefícios para quem o pratica. O que você está esperando para começar?

Dicas para quem quer começar

Sugestões da scrapper Ana Lemos, responsável pela empresa de scrapbooking "Scrap By Ana" (http://www.scrapbyana.com.br):

1. A melhor maneira de começar seu primeiro álbum de scrapbook é com o seu último filme de fotos; sua memória ainda está bem fresca sobre os eventos dessas fotos. A medida em que você for criando mais intimidade com scrapbooking, você vai poder trabalhar na preservação de fotos e memórias mais antigas.

2. Confira a seguir as ferramentas necessárias para começar a fazer suas primeiras páginas de álbuns decorados:

  • Estilete (ou X-Acto Knife) - muito usado para cortar o papel sobre a placa de corte.
  • Régua de Metal - essencial para ser usada com o estilete, de forma a conseguir um corte preciso. As com cortiça embaixo são melhores, evitam o deslize da régua sobre o papel.
  • Placa de corte (cutting mat) - protege sua mesa de trabalho, assim como seu material e ferramentas (principalmente o estilete). As placas de corte possuem marcações para facilitar nas medições. Uma opção mais econômica (e temporária) para quem está começando pode ser uma "tábua de carne" de plástico(nova).
  • Lápis - de ponta macia, de preferência no. 2 (que não "raspa" o papel), para traçar linhas guias ou grades para o corte ou posicionamento.
  • Borracha macia - para apagar as linhas guias sem deixar manchas no papel.
  • Caneta (tinta de pigmento, tipo nanquin, acid-free, archival-quality)- para escrever histórias e curiosidades por trás das fotos e ocasiões. Além de servir para escrever, você poderá usá-la para retocar os enfeites de sua página.
  • Tesoura regular - usada para cortar o papel em formatos simples. A melhor forma de usar a tesoura é manter a mão que segura a tesoura parada, enquanto que a outra mão move o papel, para conseguir cortes mais suaves.
  • Tesoura pequena (ou de ponta fina) - usada para cortar papel em formatos com muitas curvas e pontas. Use a ponta desta tesoura para retocar pequenos detalhes.
  • Cola adesiva - desde que seja sem acidez (archival-quality), qualquer opção serve.
  • Papel sem acidez e lígnia (acid/lignin-free) - para não estragar suas fotos com o passar do tempo.

Fontes:
e

WORKSHOP DE FOTOGRAFIA

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONVITE DE ISABEL GOUVEA

Amigos,
segue o convite da mostra que apresenta a produção artística de jovens moradores do Centro Antigo e entorno. Venham participar com a gente e divulguem.
Grande abraço!

sábado, 20 de junho de 2009

FOTOGRAFFITANDO

Fotografitando muros
17/06/2009

O fotógrafo Ratão Diniz, formado pela Escola de Fotógrafos Populares do Observatório de Favelas, registrou a manifestação cultural de grafiteiros em vários lugares do Rio de Janeiro, ao longo de nove meses. O resultado desse trabalho pode ser conferido na galeria FOTOGRAFFITANDO.

"Este trabalho começou no evento Circulando, que acontece anualmente no Complexo do Alemão, organizado pelo Observatório de Favelas e o grupo social Raízes em Movimento. Dentro deste evento resolvi focar na galera do grafite", explica Ratão Diniz.

"Ratão Diniz tem um olhar humano e reconhece valores sociais nas pessoas que fotografa e pinta a beleza dos grafiteiros com as luzes e cores que vão desfilando à sua frente. Sua fotografia tem música sem jamais perder o comprometimento com as pessoas que fotografa. Parece que grafita junto, como se brincasse com os vizinhos nas ruas e becos de sua infância na Maré”, diz João Roberto Ripper, fundador da Escola de Fotógrafos Populares e professor de Ratão.

Muros desbotados, carros abandonados, portões enferrujados são as telas de pintura do grafite. As partículas de tinta pulverizadas ganham, aos poucos, formas na tela habitual do artista de rua. As cores, elemento integrador, unem-se à forma dando o toque final da mensagem transmitida ao leitor. Por fim, sobre o controle do autor, nasce a obra grafitada já exposta na galeria mais pública e democrática que existe: a rua.

"Eu queria mostrar a fantástica integração entre o artista e a rua. Acompanhar o processo de criação e a relação do grafite com as comunidades. Já fui a vários mutirões e acompanho alguns trabalhos específicos, porque já fiz amizade com alguns grafiteiros. Este é um projeto de vida", conclui Ratão, que costuma chamar os grafiteiros de co-autores, "pois são eles que tornam as fotografias desses projetos mágicas".