segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Rede de Produtores Culturais da Fotografia
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Imagem de uma nadadora do Reino Unido, com deficiência, ganha premio fotográfico
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
iain crawford - um banho de cor
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Scrapbooking - hobby ou terapia?
Fazer arte usando fotos estimula a criatividade e o autoconhecimento
Quem não gosta de guardar recordações dos momentos preciosos da vida? Pode ser o nascimento de um filho, o casamento tão planejado, o encontro com amigas queridas, as férias tão sonhadas... Não importa. As memórias podem ser eternizadas em álbuns de fotografia personalizados. Trata-se da arte do scrapbooking, que virou febre no Brasil.
Scrapbooking é um projeto artesanal para montagem de álbuns de fotos, com materiais como papéis decorados, arames, desenhos, colagens, adesivos, etiquetas e o que mais a imaginação permitir! A graça é brincar com materiais, criando mecanismos que liberem a imaginação e a criatividade.
Além de agregar prazer na vida dos praticantes do scrapbooking, a arte também é considerada um mecanismo terapêutico por muitos psicólogos. Isso ocorre porque durante o processo criativo, muitas memórias vêm à tona, o que gera uma análise das questões envolvendo aquela lembrança. Embasada na medicina e nas artes, a arteterapia é uma ciência que visa analisar e elaborar meios de cura ou diminuição de sintomas através do uso da arte como forma de expressão de conflitos, traumas, medos, entre outros. Para a psicológa, psicopedagoga e arteterapeuta, Daniele Dornelles, o mais importante na arterapia é o processo de criação em si e não propriamente a sua produção. O scrapbooking, se utilizado em arteterapia, estimula a criatividade e o autoconhecimento, proporcionando a cada sujeito a oportunidade de criar seu álbum de memórias, indo de encontro a sua subjetividade.
"O desenvolvimento da criatividade é especialmente benéfico para os indivíduos, pois vem carregado de autorrealização e iniciativa. É no processo criativo que conseguimos dar forma ao que imaginamos e pensamos, fazendo com que nossas potencialidades e capacidades sejam descobertas", afirma Daniele.
Outra forma de desenvolvimento do potencial criativo também ocorre por causa dos "Crops", encontros para pessoas interessadas no assunto. Trata-se de uma reunião informal entre amigos que apreciam a arte, com direito a lanchinhos, papos divertidos e muita troca de papel, tesoura e enfeites para os projetos!
Desta forma, o scrapbooking une a criatividade com o desenvolvimento do ser, trazendo inúmeros benefícios para quem o pratica. O que você está esperando para começar?
Dicas para quem quer começar
Sugestões da scrapper Ana Lemos, responsável pela empresa de scrapbooking "Scrap By Ana" (http://www.scrapbyana.com.br):
1. A melhor maneira de começar seu primeiro álbum de scrapbook é com o seu último filme de fotos; sua memória ainda está bem fresca sobre os eventos dessas fotos. A medida em que você for criando mais intimidade com scrapbooking, você vai poder trabalhar na preservação de fotos e memórias mais antigas.
2. Confira a seguir as ferramentas necessárias para começar a fazer suas primeiras páginas de álbuns decorados:
- Estilete (ou X-Acto Knife) - muito usado para cortar o papel sobre a placa de corte.
- Régua de Metal - essencial para ser usada com o estilete, de forma a conseguir um corte preciso. As com cortiça embaixo são melhores, evitam o deslize da régua sobre o papel.
- Placa de corte (cutting mat) - protege sua mesa de trabalho, assim como seu material e ferramentas (principalmente o estilete). As placas de corte possuem marcações para facilitar nas medições. Uma opção mais econômica (e temporária) para quem está começando pode ser uma "tábua de carne" de plástico(nova).
- Lápis - de ponta macia, de preferência no. 2 (que não "raspa" o papel), para traçar linhas guias ou grades para o corte ou posicionamento.
- Borracha macia - para apagar as linhas guias sem deixar manchas no papel.
- Caneta (tinta de pigmento, tipo nanquin, acid-free, archival-quality)- para escrever histórias e curiosidades por trás das fotos e ocasiões. Além de servir para escrever, você poderá usá-la para retocar os enfeites de sua página.
- Tesoura regular - usada para cortar o papel em formatos simples. A melhor forma de usar a tesoura é manter a mão que segura a tesoura parada, enquanto que a outra mão move o papel, para conseguir cortes mais suaves.
- Tesoura pequena (ou de ponta fina) - usada para cortar papel em formatos com muitas curvas e pontas. Use a ponta desta tesoura para retocar pequenos detalhes.
- Cola adesiva - desde que seja sem acidez (archival-quality), qualquer opção serve.
- Papel sem acidez e lígnia (acid/lignin-free) - para não estragar suas fotos com o passar do tempo.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
CONVITE DE ISABEL GOUVEA
sábado, 20 de junho de 2009
FOTOGRAFFITANDO
O fotógrafo Ratão Diniz, formado pela Escola de Fotógrafos Populares do Observatório de Favelas, registrou a manifestação cultural de grafiteiros em vários lugares do Rio de Janeiro, ao longo de nove meses. O resultado desse trabalho pode ser conferido na galeria FOTOGRAFFITANDO.
"Este trabalho começou no evento Circulando, que acontece anualmente no Complexo do Alemão, organizado pelo Observatório de Favelas e o grupo social Raízes em Movimento. Dentro deste evento resolvi focar na galera do grafite", explica Ratão Diniz.
"Ratão Diniz tem um olhar humano e reconhece valores sociais nas pessoas que fotografa e pinta a beleza dos grafiteiros com as luzes e cores que vão desfilando à sua frente. Sua fotografia tem música sem jamais perder o comprometimento com as pessoas que fotografa. Parece que grafita junto, como se brincasse com os vizinhos nas ruas e becos de sua infância na Maré”, diz João Roberto Ripper, fundador da Escola de Fotógrafos Populares e professor de Ratão.
Muros desbotados, carros abandonados, portões enferrujados são as telas de pintura do grafite. As partículas de tinta pulverizadas ganham, aos poucos, formas na tela habitual do artista de rua. As cores, elemento integrador, unem-se à forma dando o toque final da mensagem transmitida ao leitor. Por fim, sobre o controle do autor, nasce a obra grafitada já exposta na galeria mais pública e democrática que existe: a rua.
"Eu queria mostrar a fantástica integração entre o artista e a rua. Acompanhar o processo de criação e a relação do grafite com as comunidades. Já fui a vários mutirões e acompanho alguns trabalhos específicos, porque já fiz amizade com alguns grafiteiros. Este é um projeto de vida", conclui Ratão, que costuma chamar os grafiteiros de co-autores, "pois são eles que tornam as fotografias desses projetos mágicas".











