sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lave as mãos corretamente:

Lavagem das mãos deve durar dois "Parabéns a você", diz OMS

Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Você tem ouvido falar muito sobre a importância de se lavar as mãos para evitar a transmissão de doenças, inclusive a gripe suína. Inúmeros estudos comprovam que essa medida simples evita a disseminação de vírus e bactérias e, no caso da atual epidemia, pode até ser mais eficiente (e mais simples) do que usar máscaras cirúrgicas. A questão é: você lava as mãos corretamente?
A OMS (Organização Mundial da Saúde), que hoje lança a campanha mundial "Salve vidas: limpe suas mãos", enfatiza que a higienização adequada envolve de 15 a 20 segundos só de esfrega-esfrega. Ok, você não precisa olhar no relógio. A entidade ensina que basta cantar "Parabéns a você" duas vezes seguidas (não precisa incluir "é pique, é pique"). Ou então pensar no alfabeto, como sugere a enfermeira Dirce Laplaca, responsável por implementar a campanha no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Desde a meia-noite desta terça-feira (5), funcionários, internados e acompanhantes vão receber explicações sobre a forma correta de se lavar as mãos.
A consciência pesou? Então saiba que, além de caprichar no sabão (a ponto de espalhar espuma por toda a superfície das mãos), é preciso esfregar muito bem entre os dedos (veja passo a passo sugerido pela OMS) e, se possível, lavar também os pulsos.
A enfermeira lembra que é fundamental tirar os anéis no momento da higienização, pois a sujeira se acumula entre o adereço e a pele. "Para quem trabalha com saúde, a recomendação é nem usar anéis, além de manter as unhas sempre aparadas", diz. Pesquisas comprovam que a lavagem de mãos é a principal medida de prevenção contra infecções em ambiente hospitalar.
Sobre o tipo de sabão mais adequado, não há comprovação de que as fórmulas antibacterianas sejam mais eficazes na prevenção de enfermidades. É o que constatou um estudo feito por pesquisadores americanos, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan e o próprio FDA (órgão que regulamenta remédios e alimentos no país).
"Para a maior parte das doenças, o sabão comum é suficiente", explica o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo. Ele diz que, em casa, sabonetes em barra podem ser usados. Já em locais de maior circulação e, especialmente, em hospitais, a versão líquida é a única permitida, pois as rachaduras dos produtos em barra podem virar esconderijo de micro-organismos.
Todo mundo aprende desde pequeno que lavar as mãos é obrigatório após o usar o banheiro, ao chegar em casa, após mexer em dinheiro e antes das refeições. Mas, em tempos de gripe, vale reforçar a importância de se repetir a operação depois de um acesso de tosse ou espirro.
"As pessoas levam as mãos à boca ao tossir e espirrar e acabam contaminando os objetos", explica o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É por isso que, além da lavagem frequente, é bom controlar o impulso de levar os dedos à boca e aos olhos, trazendo os germes do ambiente para dentro do organismo.
Veja as recomendações da OMS para lavar as mãos:
Use a quantidade de sabão suficiente para que a espuma cubra toda a superfície das mãos
Dedique 15-20 segundos só no ato de esfregar; o ritual completo deve durar cerca de 50 segundos
Capriche na limpeza do espaço entre os dedos; esfregue também o dorso e o punho
Seque com toalha descartável (em ambientes coletivos)
Se a torneira não for automática, use a tolha de papel para fechá-la, ou lave também a torneira antes de lavar as mãos

quarta-feira, 6 de maio de 2009

MÊS DAS MÃES!!

Quais os desafios da maternidade?

Fonte: PERSONARE

Ser mãe é um desafio diário. Seja qual for a idade dos filhos, há sempre alguma situação em que não se sabe qual a melhor forma de agir. Porque como diz aquela expressão popular, "filho não tem manual de instruções". Embora as mães conheçam seus filhos como ninguém, muitas vezes gostariam de recorrer à ajuda de profissionais para confirmar qual o melhor caminho a seguir.

Consultamos algumas mães para descobrir quais os desafios que estão vivendo atualmente. E contamos com a ajuda dos psicólogos Melissa Mell e Rodrigo Garcez e da psicoterapeuta Célia Lima, colaboradores da Revista Personare, para orientá-las. Confira a seguir.

Crianças até 4 anos
  • Limites

"Como saber se estou acertando?", perguntou Carla, mãe de uma menina de 2 anos. Ela revelou que tem dúvidas a respeito dos limites e quer evitar que a filha pense que pode ganhar tudo no grito. Por outro lado, chamar atenção toda hora pode reprimir a criança?

A psicoterapeuta Célia Lima esclarece que a primeira coisa que as mães devem ter em mente é que não vão acertar sempre. Ela sugere que Carla não tenha medo de "contrariar" sua filha, mas que converse, explique suas razões. E que não diga "não" se tiver certeza de que vai dizer "sim" caso ela insista. "Aos poucos sua menina compreenderá que precisará de bons argumentos para conseguir o que deseja, sem ser através da agressividade ou da manha. Tenha paciência", explica a psicóloga.

  • Paciência

Paciência é o que também deseja Ana Cristina, mãe de uma menina de 1 ano e 5 meses. Professora, ela pretende dar mais qualidade ao tempo que passa com sua filha. "Um dos fatores que eu mais me cobro é a questão de ter paciência, já que passo o meu dia exercitando isso com o filho dos outros", confessa. Célia Lima recomenda que Ana Cristina tente separar bem a vida pessoal e profissional. "Ao sair do trabalho, saia mesmo! Dedique-se à sua pequena, vocês duas são um universo particular que não tem nada a ver com seu trabalho. Respire fundo e recomece sempre que sentir que a paciência lhe falta. Uma fórmula floral composta por Impatiens, Aloe Vera, Olive, Pine e Elm pode lhe ajudar a encontrar calma", recomenda Célia.

  • Dormir sozinho

Para Fernanda, mãe de um menino de quatro anos, o desafio é fazê-lo dormir sozinho em seu quarto. A aromaterapeuta e psicóloga Melissa Mell indica que Fernanda use um difusor elétrico (do tipo que se pluga à tomada) no quarto dele e coloque 7 gotas de óleo de lavanda alguns minutos antes dele ir para a cama. O óleo de lavanda possui propriedades relaxantes muito fortes. Além disso, combate a insônia, irritabilidade e o medo. "Não é à toa que utilizam tanto o "cheirinho de lavanda" em produtos infantis", explica Melissa.

A partir de 8 anos
  • Livros x internet

Uma dúvida compartilhada por muitas mães de crianças e adolescentes é como estimular os estudos e o interesse pela leitura nos filhos hoje tão ligados em internet. Chantal vive isso com sua filha de 11 anos e pergunta: "Como despertar essas potencialidades"?. Célia Lima sugere que sejam feitos acordos: "Colocar limites no número de horas na internet é fundamental, mas deixe que ela se responsabilize pela escolha do período que deseja estar conectada. Pode ser depois de finalizar a lição, por exemplo. Quanto ao interesse por leitura, é importante que desde pequenas as crianças percebam a importância e despertem o gosto pela informação e pelos livros, e isso depende do exemplo dos pais. Uma dica é ler o mesmo livro que sua filha e propor que conversem sobre as impressões que tiveram" .

Outra sugestão para a questão levantada por Chantal é usar óleos essenciais para potencializar a capacidade de concentração. Segundo Melissa Mell, o óleo de limão melhora a capacidade de concentração e combate o cansaço mental, por isso é muito bom para momentos de leitura e estudos em geral.

  • Ansiedade

A aromaterapia também pode ser uma aliada para Adriana, que deseja lidar melhor com a ansiedade de suas filhas de 8 e 10 anos. Ela conta que as meninas sentem necessidade de antecipar assuntos e informações que deveriam ser abordadas mais para frente, como sexo, por exemplo. Melissa indica o óleo de laranja, que é calmante e reduz a preocupação. Basta colocar 7 gotas do óleo no difusor elétrico e deixá-lo nos quartos das crianças.

  • Sexo

E quando realmente chega a hora de conversar sobre sexo, como agir? Assim como Adriana, Simone também tem uma filha de 10 anos, que acompanha a novela "Malhação". Como o programa mostra cenas de sexo, ela quer saber como abordar o tema de forma que sua filha sinta segurança em lhe perguntar as suas curiosidades. O psicólogo e terapeuta reichiano Rodrigo Garcez explica que o mais importante é tratar o assunto com naturalidade. "Não se antecipe levando informações que sua filha talvez não esteja preparada para receber. Assista ao programa com ela quando tiver oportunidade. Conforme ela lhe trouxer dúvidas, vá esclarecendo-as. Lembre-se sempre de utilizar uma linguagem acessível. A educação sexual vinda de casa é um grande passo para fomentar o diálogo sincero entre pais e filhos", completa Rodrigo.

E para você, qual o principal desafio da maternidade? Os especialistas da Revista Personare prepararam artigos sobre diversos temas ligados ao cotidiano das atuais e futuras mamães. Confira outros textos do Especial Dia das Mães e veja se você se identifica com algum:

http://www.personare.com.br/revista/materia/147/quais-os-desafios-da-maternidade

Inscrições abertas 7º SENAED

Inscrições abertas para o 7º SENAED

"Polifonia na Docência e Aprendizagem Online"

Estão abertas as inscrições para o 7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância - SENAED, que acontece de 23 a 31 de maio de 2009. Este ano, em caráter experimental, o evento e será realizado totalmente a distância!

Mais informações no site do evento: http://www.abed.org.br/seminario2009/

Prazo para envio de trabalhos é prorrogado

Prazo para envio de trabalhos é prorrogado

Foi prorrogado ao dia 15 de maio o prazo para os autores enviarem seus trabalhos científicos, afim de apresentá-los no 15º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância.

O evento acontece de 27 a 30 de setembro de 2009, na cidade de Fortaleza (CE), e terá como tema "A Procura de Inovações no Processo Ensino-Aprendizagem em EAD - Identificando e Disseminando Inovações em Educação a Distância".

Os autores interessados devem conhecer as instruções para submissão, acessando a página: http://www2.abed.org.br/noticia.asp?Noticia_ID=416

Não perca esta chance, participe!

domingo, 3 de maio de 2009

Cinco reportagens sobre Ensino a Distância no Jornal Nacional
semana de 27/04 a 01/05/2009
segunda-feira:
terça-feira:
quarta-feira:
quinta-feira:
sexta-feira:

MORRE NO RIO AUGUSTO BOAL

Corpo de Augusto Boal é cremado no Rio

O corpo do dramaturgo Augusto Boal, que morreu na madrugada de sábado (2), no Rio, foi cremado por volta das 15h30, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.

Artistas e amigos do criador do Teatro do Oprimido compareceram à solenidade e prestaram homenagem a Boal. Um músico tocou ao violino a música "Meu caro amigo", composta por Chico Buarque para Boal.

O poeta Ferreira Gullar lembrou que quem mais perdeu com a morte de Augusto Boal foi o teatro. “As experiências que ele deixou para o teatro, a proposta do Teatro do Oprimido foi uma batalha quixotesca. Depois do exílio, entregar a vida inteira por isso é uma coisa genial. Ele era uma pessoa muito generosa.”

O cantor Martinho da Vila, que conheceu Augusto Boal na época do Teatro Opinião. “O que mais admirava nele era a característica do seu trabalho, que era fazer com que o teatro não fosse uma coisa de elite”, afirmou o músico emocionado.

Durante a cerimônia que precedeu a cremação, muitos aplausos, choro e emoção.

Boal tinha 78 anos

Segundo informações de parentes, Augusto Boal estava internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O dramaturgo e diretor teatral tinha 78 anos e sofria de leucemia. Boal foi fundador do Teatro do Oprimido. Em março de 2009, ele foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.

Augusto Boal foi uma das grandes figuras do teatro contemporâneo. Formado em química, estudou dramaturgia na Universidade de Columbia, em Nova York.

Cultura brasileira desfalcada

A atriz Eva Wilma destacou o papel de Boal como um dos grandes mestres da dramaturgia brasileira e relembrou um dos momentos mais difíceis da vida dele. “Boal pertence à primeira geração de brasileiros mestres da dramaturgia, mestres do teatro que sempre estimularam a existência de grupos teatrais, enfim de grupos culturais acima de tudo. Ele foi bastante perseguido naquele momento da censura, da ditadura, teve que viver fora do país e, portanto, usou isso em função de seu aprendizado cada vez mais intenso, cada vez mais completo. E quando retornou, já retornou mais informado e formado culturalmente. E, portanto, é uma perda no elenco de grandes dramaturgos e diretores não só teatro, mas da questão cultural no país”.

Ministro lembra ação social

Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o dramaturgo deu exemplo ao aproximar o mundo das artes cênicas da atenção dispensada aos pacientes mentais. Em nota oficial, ele lembrou que Boal aliou o teatro à ação social.

"Augusto Boal foi um símbolo, no mundo inteiro, do intelectual generoso que abre caminhos, através da arte e da coragem, para enfrentar a desigualdade que marcou, historicamente, a sociedade brasileira. Fez isso também na saúde pública, levando o Teatro do Oprimido aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Tornou protagonista do grande teatro da cena pública os pacientes mentais pobres, duplamente excluídos pelo estigma e pela pobreza. Compartilho com seus familiares e amigos o sentimento de tristeza nessa hora e a homenagem de todos nós".

Quinta-feira, 10/07/1980, Jornal Hoje

O dramaturgo Augusto Boal criou um espetáculo teatral onde não há enredo e os espectadores podem participar. O Teatro do Oprimido permite que o público possa se tornar protagonista.

Sábado, 08/12/1979, Jornal Hoje:

Mais de 600 pessoas se inscreveram no curso de Augusto Boal sobre métodos de trabalho no teatro brasileiro de hoje. O diretor utiliza o Teatro do Oprimido e faz diversos exercícios com os alunos.

terça-feira, 28 de abril de 2009

OBAMA E O GUARDA REAL BRITÂNICO!!

"Você não verá essa foto na CNN. Todos estão ocupados demais mostrando a Rainha. Mas este foi o momento realmente tocante e que não será esquecido por este guarda. Lembre-se que esses dois a princípio não deveriam se cumprimentar, mas os dois não puderam resistir ao momento histórico. O guarda real negro nunca imaginou em seus sonhos mais delirantes que abriria alas nos corredores britânicos do poder a um presidente americano negro. Very nice!"

quinta-feira, 23 de abril de 2009

CONVITE: Formulação da Legislação Básica de Cultura da Bahia

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
SISTEMA ESTADUAL DE CULTURA

CONVITE

A Secretaria de Cultura/SECULT e a Fundação Cultural do Estado da Bahia/FUNCEB convidam você para participar da formulação da legislação básica de cultura da Bahia.
Os resultados da Conferência Estadual de Cultura e das discussões dos fóruns de Artes Visuais estarão sendo analisados sob a ótica da elaboração de uma
Lei Orgânica de Cultura, que está sendo construída de forma participativa, de modo a legitimar o Sistema Estadual de Cultura da Bahia como política de Estado. O evento contará com as presenças do Secretário de Cultura, Márcio Meirelles, e da Diretora da FUNCEB, Gisele Nussbaumer. Encontro Setorial de Artes Visuais
Dia: 29 de abril de 2009, quarta-feira
Horário: 18h30
Local: Palacete das Artes - Rodin Bahia (Graça) Sua participação é muito importante.
Confirme sua presença até o dia de 28 de abril, através do e-mail: priscilalolata@gmail.com
Atenciosamente,

Dilson Midlej
Diretor de Artes Visuais
Fundação Cultural do Estado da Bahia
Rua Gregório de Mattos, 29, Pelourinho
40025-000 - Salvador – BA
(71) 3116-6953

domingo, 19 de abril de 2009

CONCURSO DE POESIA

A revista cultural Oca das Letras está lançando o I Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana – 2009. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 31 de agosto, por meio da página www.ocadasletras.com.br/. O prêmio contempla poesias concebidas nas línguas portuguesa, espanhola e Guarani. Os trabalhos contemplados farão parte de uma antologia poética contendo três poemas de cada um dos 20 primeiros colocados. Também será publicado um livro do autor vencedor. Os concorrentes poderão participar com três poesias, cada uma limitada a 25 linhas de 60 caracteres. As obras inscritas deverão ser inéditas e não podem ter sido premiadas em outro concurso de poesia. Outras informações na página da revista: www.ocadasletras.com.br/.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

inscrições abertas 2ª edição

FIAC Bahia
FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES CÊNICAS DA BAHIA
inscrições abertas para sua 2ª edição
O Festival coloca a Bahia no roteiro dos festivais internacionais, buscando apresentar um panorama das artes cênicas contemporâneas, trazendo novas possibilidades aos palcos baianos, valorizando a diversidade, a experimentação e a investigação. Para se inscrever acesse o site www.fiacbahia.com.br, leia as condições e preencha a ficha de inscrição. O Festival acontecerá no período de 22 de outubro a 1º de novembro de 2009 e as inscrições estão abertas até 30 de abril.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Abertas as inscrições para o edital Rumos Itaú Cultural - DANÇA

O edital Rumos Itaú Cultural Dança, na sua quarta edição, volta-se para pesquisadores, criadores e intérpretes da dança contemporânea e da videodança brasileiras. O programa seleciona trabalhos em duas carteiras:

Desenvolvimento de Pesquisa Coreográfica em Dança Contemporânea

Projetos de pesquisa que evidenciem seu caráter investigativo e de experimentação. Os selecionados deverão manter por aproximadamente seis meses um blog com o objetivo de mostrar o desenvolvimento da pesquisa. Serão contemplados até 20 trabalhos - e não há limite quanto ao número de participantes ou à duração prevista.

Apoio à Pesquisa e Produção de Videodança

Projetos de dança criados especificamente para o meio audiovisual - e que utilizem o vídeo como instrumento de exploração do corpo, do movimento, das relações de espaço e de tempo etc. Ou seja, obras que não se limitam ao registro de determinado espetáculo originalmente para o palco.

Os pré-selecionados da carteira de videodança farão oficina gratuita. Ao final dessa atividade, apresentarão seus projetos que, somados aos roteiros de videodança, serão os requisitos essenciais para a seleção de cinco contemplados. Estes receberão apoio financeiro para a sua criação. Mais informações sobre o edital Rumos Dança 2009 acesse:

http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2708 .

Inscrições: até 29 de maio de 2009. Inscrições somente pela internet.

Dúvidas: envie para rumosdanca@itaucultural.org.br

Repercussão dos projetos selecionados: as obras e pesquisas, uma vez selecionadas, são transformadas em produtos (livros, catálogos, série de DVDs, outros formatos) que serão distribuídos gratuitamente a instituições culturais e educacionais, disponibilizados na internet e para emissoras de TV e de rádio, parceiras do Itaú Cultural. E mais: os projetos, uma vez selecionados e finalizados, costumam ser apresentados em exposições, shows, mostra de filmes e vídeos em todo o país. Atenção: nesta edição de 2009 o programa Rumos lança mais três editais em outras áreas de expressão: Arte Cibernética, Cinema e Vídeo e Jornalismo Cultural. Todos os editais Rumos visam estimular, premiar e difundir a produção artística e intelectual de todo o Brasil. Os interessados poderão enviar projetos em todas as modalidades.

Novidade: Blog Rumos: http://rumos2009.wordpress.com/

Acessando o blog todos poderão acompanhar, dar sugestões e interagir com as atividades Rumos 2009 no seu dia-a-dia, de qualquer canto do país.

Seleção de projetos destinados ao fim da violência contra as mulheres.

O prazo de recebimento de propostas para projetos com duração de até três anos se encerra em 17 de abril de 2009. Em 2008, o Fundo liberou U$ 22 milhões para 28 projetos. Para Inês Alberdi, diretora executiva do Unifem, o Fundo Fiduciário das Nações Unidas tem atuado desde 2005 para transformar leis nacionais, políticas e planos de ação em instrumentos de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Contato:

Diana Monge

E-mail: diana.monge@unifem.org

Tel:+55 61 3038-9280, Fax: +55 61 3038-9289

Prêmio Cultural LGBT 2009

Estão abertas as inscrições até 8 de maio para o Prêmio Cultural LGBT 2009. O edital objetiva fortalecer as organizações sócio-culturais LGBT. A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) visa premiar iniciativas culturais que tenham ocorrido no período de 1º de janeiro de 2007 a 28 de fevereiro de 2009. Cada instituição selecionada receberá o valor de R$ 23 mil. A premiação deverá contemplar até 54 iniciativas. A distribuição ocorrerá nas regiões brasileiras da seguinte forma: até oito iniciativas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, até seis da região Sul; até 14 da região Norte e até 18 da Nordeste. Outras informações: Concurso Público prêmio LGBT 2009, Caixa Postal nº 8591 – SHS, Quadra 02/ Bloco B, CEP: 70312-970-Brasília – DF. Ou acesse http://www.cultura.gov.br/site

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fundo canadense recebe projetos até 30 de abril

O Fundo Canadá, linha de financiamento de projetos comunitários da Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional, informa que receberá projetos até o próximo dia 30 de abril 2009 para concorrer no primeiro processo seletivo de projetos para o período 2009/2010.

O Fundo Canadá apóia projetos voltados diretamente para o fortalecimento da cidadania de crianças e adolescentes, direitos humanos (prioritariamente mulheres e crianças), saúde, educação, governança e desenvolvimento democrático (neste caso, quando são estritamente comunitários). O Fundo não financia projetos de instituições governamentais, salários e despesas administrativas. Podem ser atendidos projetos de todo o país, mas a prioridade é para projetos provenientes das regiões Norte e Nordeste e da periferia das grandes cidades. Somente são analisados os projetos elaborados segundo o Guia de Apoio à Elaboração de Projetos, apresentando todas as informações e documentos solicitados, e três orçamentos de cada item solicitado. O Guia de Apoio à Elaboração de Projetos deverá ser solicitado pelo e-mail fundocanada@gmail.com

Informações: (61) 3253 7958.

Edital de Recrutamento e Seleção SENAC/ ES

http://www.es.senac.br/trabalhe_conosco/index.html

Editais de varias áreas para professor adjunto da UFF

http://www.uff.br/copemag/editais/editais.php

sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa

Na escola, Páscoa deve ser contextualizada para não virar apenas motivo de consumo

Ana Okada em São Paulo
Datas comemorativas como a Páscoa são um desafio na educação dos pequenos: como abordar um assunto que tem origem religiosa diante da diversidade de crenças do espaço escolar? Antigamente, o tema era tratado de forma isolada, envolvendo as crianças em atividades lúdicas, nas quais o coelho e os ovos representavam apenas o "dia de ganhar chocolate". Hoje, muitas escolas exploram a data priorizando os significados morais e religiosos que a ela estão relacionados. Segundo Adriana Vianna, coordenadora do curso de pedagogia da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), na hora de explicar conceitos que envolvem religião, as escolas não podem perder de vista o contexto em que vivem as crianças. Ela ressalta que deve haver um trabalho de discussão sobre o significado da Páscoa: "Vejo, às vezes, professoras mais preocupadas em fazer orelhas de coelho para as crianças do que em pensar qual é o papel da educação infantil na explicação da data". Ela diz que é necessário desconstruir a imagem do ovo de chocolate e do brinquedo: "Se a escola não tem um projeto para contextualizar a Páscoa, só acabamos reforçando o discurso consumista da mídia. É trabalho tanto dos educadores quanto dos pais conscientizá-los sobre os significados da data", conclui Adriana.

Na escola

Há diversas formas de abordar a Páscoa: de celebrações religiosas ao plantio de cenoura, passando pela explicação dos diversos símbolos que a cercam. No Colégio Elvira Brandão, em São Paulo, os alunos dos primeiros anos do fundamental plantam uma cenoura e a relacionam com um comportamento que eles querem melhorar: "Mais do que trabalhar com religião, preferimos focar nosso trabalho nos valores e na melhoria do comportamento", diz Alessandra Lee, coordenadora pedagógica da escola. "No ensino infantil, incentivamos as crianças a doar suas chupetas e mamadeiras para a 'mamãe coelha', como forma de incentivá-los a amadurecer". A coordenadora conta que os pais têm mais resistência do que as crianças: "As mães ficam com medo de que as crianças queiram a chupeta de volta. Mas nós trabalhamos com os pais a importância disso e eles acabam se envolvendo", diz a coordenadora. Já colégios como o Renascença, o Mackenzie e o Santo Américo, ressaltam as explicações das crenças judaica e cristã, respectivamente. No primeiro, são explicados todos os rituais do Pessach, celebração da saída dos judeus do Egito. "A idéia é que eles vivenciem e entendam o significado dos alimentos e das músicas do jantar do Pessach", diz a coordenadora de estudos judaicos do colégio, Mindla Fleider. No Mackenzie são ressaltados os acontecimentos históricos e cristãos da data."Não falamos de ovo ou do coelho, pois isso não tem significado histórico nenhum, é mais uma tradição comercial", diz o capelão Josué Ferreira. No Santo Américo todo o período da quaresma é trabalhado e há missa de Páscoa no horário de aula. "Preferimos pedir aos alunos que façam um 'jejum de atitudes ruins', mais do que simplesmente deixar de comer", diz a diretora de ensino ético-religioso, Regina Di Giuseppe. No Rio Branco, cada aluno conta como a data é celebrada em suas casas. Além da troca de culturas, eles também mandam mensagens, sem se aprofundarem nas questões religiosas. "Os alunos fazem muita questão de contar como comemoram em casa. Assim, tratamos da questão da diversidade de uma forma natural; isso não impede uma convivência pacífica na escola", diz a coordenadora de história e geografia Regina Gass.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A escola mata a criatividade?
É a pergunta que Ken Robinson, tenta responder nas TED (Technology, Entertainment, Design) Conferences.
Primeira parte:
Segunda parte:
FONTE: GUTIERREZ/SU

OPORTUNIDADES DIVERSAS

Programa Trilha abre inscrições para jovens

O SineBahia abriu inscrições para o Programa Trilha, que qualificará 10 mil jovens beneficiários do Bolsa Família em 20 cidades da Bahia, incluindo Salvador, com cursos em diversas áreas, como construção civil, transportes, extrativismo mineral e informática. Para participar, o interessado deve possuir entre 18 e 29 anos, estar cursando ou ter concluído o ensino médio em escola pública e ser beneficiário do Bolsa Família. Informações pelo telefone 0800 284-0011.

Cine mais Cultura lança primeiro edital

Foi lançado o primeiro edital do Cine Mais Cultura. A iniciativa, norteada por demandas apresentadas em diálogos com a sociedade civil, é do Ministério da Cultura, sob orientação do Programa Mais Cultura, que através de editais e parcerias diretas, vai disponibilizar equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios, de acordo com os indicadores utilizados pelo Programa Territórios da Cidadania. O edital tem como foco pessoas jurídicas sem fins lucrativos e, conforme seus objetos, visam contemplar entidades tais como bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores ou até mesmo escolas e universidades da rede pública bem como prefeituras, sempre com o objetivo de favorecer o encontro e a integração do público brasileiro com a produção audiovisual do país.

As oficinas de capacitação cineclubista têm como objetivo qualificar de maneira prática os participantes para a realização de programação, divulgação e debates das sessões; apoiar a formação dos oficinandos e oferecer informações sobre questões relativas à atividade exibidora como direitos autorais e sustentabilidade. Esse trabalho será desenvolvido com apoio de um manual de capacitação produzido para a ação, por meio de parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC).

Após receber os equipamentos e a capacitação, os Cines contemplados receberão filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil. A Programadora reúne hoje um acervo de 330 obras nacionais licenciadas para exibição pública, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros.

O Escritório de Apoio a produção cultural da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro está oferecendo apoio à elaboração de projetos para o Edital Cine + Cultura. Os grupos e/ou entidades que precisarem de apoio para a elaboração de suas propostas poderão entrar em contato para agendar atendimento com um consultor do SEBRAE especializado pelos números (21) 2333-1392 e (21) 2333-1335. As propostas devem ser encaminhadas até 20 de abril e demais detalhes da concorrência estão em www.cinemaiscultura.org.br.

FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES RECEBE PROJETOS NO SICONV

Está aberto o prazo para solicitação de apoio à Fundação Cultural Palmares a projetos de cultura afro-brasileira, por meio de convênios e contratos de repasse. A Portaria nº 21, de 27 de fevereiro de 2009, publicada em 3 de março, no Diário Oficial da União, estabelece os critérios de seleção de projetos, disciplina a contrapartida de entidades privadas sem fins lucrativos e fixa o prazo de recebimento de propostas até 30 de outubro deste ano. O Programa Cultura Afro-brasileira é desenvolvido pela Fundação Cultural Palmares por meio de seis ações finalísticas - assim denominadas por seu objetivo de proporcionar bens ou serviços que atendam diretamente às demandas sociais. São elas: Proteção aos Bens Culturais, Pesquisa sobre Cultura e Patrimônio, Rede Palmares de Comunicação, Fomento a Projetos de Cultura, Promoção de Intercâmbios Culturais e Etnodesenvolvimento de Comunidades Remanescentes de Quilombos - todas visando potencializar a participação da população afrodescendente no processo de desenvolvimento do Brasil.

As ações estão discriminadas no SICONV, no Programa Cultura Afro-brasileira da Fundação Palmares, e devem ser observadas atentamente pelos interessados em desenvolver projetos, para o encaminhamento adequado de propostas.

Para acessar a Portaria da FCP na íntegra, clique aqui.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Cultura e crise econômica

Com a Cultura Pelo Brasil

Fabio Maciel - Cultura e Mercado
O segmento cultural, igualmente afetado pela atual crise mundial como inúmeros outros setores, não teve até agora medidas governamentais a ele voltadas que minimizassem seus drásticos efeitos. Preocupados com a situação dos trabalhadores do setor, achamos fundamental que medidas efetivas sejam tomadas, já que os resultados tendem a ser benéficos a toda a sociedade, e não somente ao segmento.

Temos de cobrar medidas urgentes do Governo Federal, dos Estados e dos Municípios, responsáveis igualmente por fomentar o desenvolvimento de nossa sociedade.

O Instituto Pensarte, apoiado por inúmeras outras entidades e pessoas que atuam na Cultura, lançou no final de fevereiro o manifesto denominado Menos impostos para a cultura, mais desenvolvimento para o Brasil, em forma de petição online, manifesto esse que já tem grande adesão em todo o país. Temos consciência de que apenas colher as assinaturas não é suficiente, portanto, inicia-se agora a segunda etapa desse movimento, que é articular mais intensamente, a partir de uma agenda propositiva, a imediata obtenção de um pacote direcionado ao setor cultural e que deve ser exigido pela sociedade em todas as instâncias de poder.

Realizaremos ato nacional no próximo dia 27 de março, respaldados pelo apoio já recebido a partir do manifesto supra citado, com a finalidade de reivindicar às esferas governamentais as medidas necessárias para o enfrentamento da crise no setor Cultural.

Como foco do ato teremos a mobilização em torno da redução da carga tributária para o segmento cultural e contra o contingenciamento da verba do Ministério da Cultura, propostas presentes no manifesto e que já contam com ampla adesão. Considerando outras medidas que ajudem a reduzir a crise no setor, o Instituto Pensarte propõe o debate de propostas que visem a:

- investimento em infra-estrutura;

- crédito subsidiado e facilitado; e

- fundo autônomo para as artes, integralmente gerido pela sociedade, com orçamento pelo menos igual à renúncia fiscal.

Diante das evidências e movidos pela certeza da unidade de forças, vimos a público convidar a todos para participar de um movimento nacional articulado, suprapartidário, que conta com artistas, produtores, gestores públicos e privados, técnicos, organizações culturais e empresários em torno de medidas que valorizem o setor cultural, reconhecendo a posição estratégica que deveria ter na sociedade brasileira.

Este movimento foi iniciado por um grupo de entidades culturais e busca adesão em todas as instâncias, públicas e privadas. Não é de oposição. Busca o reconhecimento de esforços, parceria e diálogo com os poderes públicos nas esferas municipais, estaduais, federal em torno de uma agenda política concreta e positiva para a cultura.

Será a oportunidade de entregarmos o manifesto pela redução de impostos, que precisa de mais assinaturas para legitimar e reforçar o movimento, que atinge todas as esferas da sociedade. Além do manifesto já mencionado, Menos impostos para a cultura, mais desenvolvimento para o Brasil, temos outros dois que circulam pela rede, Pela revisão da Lei Complementar 128/08 e Produtoras de cinema não se beneficiam mais do Simples. Chegou a hora de juntarmos esforços e, unidos, a partir da Cultura, lutarmos em prol do Brasil.

Cultura e crise econômica

A fonte secou
Estado de Minas - Sérgio Rodrigo Reis
As implantações da Lei Rouanet e das estaduais e municipais de incentivo à cultura trouxeram um importante volume de verbas para o setor artístico na última década no Brasil. Baseadas no lucro das empresas, elas passaram a fomentar, em troca de isenção de parte dos impostos, setores como a música, as artes plásticas, o cinema, o teatro, o patrimônio histórico e a criação e manutenção de festivais. Pouco a pouco, com o êxito do mecanismo, os governos deixaram de investir diretamente na área e passaram a transferir as responsabilidades para o mecenato. Com a crise da economia, a fonte secou. Boa parte dos projetos aprovados está parada e os produtores e criadores, apreensivos. Por outro lado, as empresas não têm perspectiva, a curto prazo, de voltar a investir como antes. O horizonte não é dos melhores.
Ao contrário de setores da economia que receberam atenção especial do poder público para diminuir a turbulência dos mercados, como redução de impostos, o campo cultural, até agora, mesmo com números a seu favor, não obteve nenhuma ajuda substancial. Atualmente, o setor participa, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Emprega, como defendem os dados do setor, mais que a indústria automobilística e, o que é melhor, em atividades descentralizadas e espalhadas em todo, território nacional. Também gera trabalho informal, mantém comunidades isoladas vivas e projetos sociais em atividade. Todos, sem exceção, estão de alguma forma ameaçados. “A crise chegou forte entre nós. O problema é que a lógica do sistema de financiamento da cultura está atrelada ao lucro. Se as empresas não têm lucro, não geram impostos e, como consequência, não há patrocínio”, explica Marcela Bertelli, diretora da Duo Informação e Cultura, produtora responsável por vários projetos culturais em andamento. Seu temor não é isolado.
Um grupo de produtores culturais mineiros se antecipou ao poder público e, numa reunião informal, na semana passada, discutiu as possíveis alternativas para debelar a crise. As demandas específicas foram deixadas de lado em prol de possíveis alternativas mais abrangentes. O saldo dessa primeira rodada de debates foi positivo. Afonso Borges, diretor da AB Comunicação e Cultura, responsável por projetos da área literária, como o Sempre um Papo, cita algumas medidas que poderiam, de imediato, minimizar os efeitos da turbulência dos mercados. Hoje, só as empresas com lucro real podem aplicar na Lei Rouanet. “Por que não se basear no lucro presumido?”, sugere. No âmbito estadual, considera fundamental a retirada da obrigatoriedade da contrapartida de verbas próprias das empresas para projetos incentivados. Já na lei municipal de Belo Horizonte, pondera que a pouca verba disponível deveria ser aumentada. “Por que não estender também para o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), como em São Paulo? Contar só com o ISS (Imposto Sobre Serviço) é muito pouco.”
Impacto
A situação em Minas anda preocupante. Como os principais investimentos incentivados da cultura vêm de empresas ligadas ao setor minerador, que tiveram forte impacto da crise, a atividade está parada. “A composição de eventos da área precisa dessa parceria para se viabilizar. Sem os investimentos incentivados, torna-se inviável. Somente a bilheteria não é suficiente para pagar os custos. No caso dos eventos gratuitos, eles simplesmente deverão parar”, diz Aluízer Malab, que está à frente de boa parte dos últimos shows internacionais realizados na capital e de eventos como o Festival de Música Eletrônica. A situação de turbulência não atingiu o poder aquisitivo do consumidor final dos seus projetos. O produtor explica que os eventos já negociados estão garantidos, mas a preocupação é pela continuidade. “Neste momento, o que todos fazem é retrair. Possivelmente, vamos deixar de realizar coisas. A preocupação é preventiva. O impacto deverá vir fortemente mais adiante”, alerta.
Fora da lei
O produtor Lúcio Oliveira, da Art BHZ, se afastou dos recursos das leis de mecenato nos últimos anos para buscar alternativas de realização dos eventos. Sua situação é menos traumática do que a dos companheiros. “Hoje, nem 10% dos nossos projetos são lastreados em lei. Há dois anos, eram mais de 50%.” Em seu caso, a crise está mais branda. “Não houve retração no nosso consumidor final: o comprador de ingressos. Trabalhamos com turnês nacionais, algumas como a que o Circo Internacional da China fará agora, vai passar por 25 cidades do país.” Até então, ele não sofreu nenhuma quebra de contrato ou cancelamento de shows por causa da crise. Mesmo assim, não está tranquilo. Quando observa os projetos empresariais ligados à cidadania, a situação é de caos total. “O maior financiamento desses projetos vem da lei federal, que tem valores mais expressivos.” Outra preocupação do produtor é em relação ao sentimento de cautela que tomou conta dos empresários. “Eles têm julgado pouco estratégico apoiar ações como shows gratuitos quando estão, simultaneamente, demitindo operários”, diz Lúcio.
A maioria dos produtores acredita que existem saídas. “Já vivemos várias crises. Aos poucos vamos começando a buscar alternativas. O difícil é quando não se consegue entender o tamanho do problema”, pondera Marcela Bertelli, da Duo. A desvinculação parcial da produção cultural das leis de mecenato é uma alternativa que Lúcio Oliveira considera fundamental para atacar as adversidades do mercado. “A cultura deveria ter um orçamento efetivo e não se lastrear apenas dentro da leis, como hoje. Por isso, ficam vulneráveis.” Atualmente, o setor recebe menos dos 1% do orçamento federal para todas as ações na área cultural, em todo o Brasil. “Qual país, que pretende ter qualidade de vida, destina menos de 1% para as artes?”, questiona Lúcio.
http://www.uai.com.br/em.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

Organizações Sociais e Crise econômica

As Organizações Sociais e a Crise econômica
GIFE - Maria Elena Pereira Johannpeter
A crise econômica mundial certamente não é um problema que atinge apenas as grandes empresas. Todos os setores da sociedade de uma forma ou de outra também sentirão os efeitos deste cenário marcado por incertezas e dúvidas, enxugamento de investimentos, fechamento de fábricas e demissão de profissionais. Mas o que o Terceiro Setor tem a ver com tudo isso? Em um país onde existe cerca de 300 mil organizações sociais, a resposta é muito.
Todas as variações ocasionadas por essa turbulência exigem das instituições um reposicionamento frente à elaboração e condução de seus projetos. Com investimentos limitados, as empresas serão mais exigentes quanto aos resultados e à prestação de contas dos recursos repassados; o cidadão vai querer saber muito bem sobre a instituição com a qual contribui; e o consumidor fecha o ciclo ao escolher produtos de empresas ativamente engajadas com o social. Quem ganha com isso é a própria instituição – que a cada trabalho poderá desenvolver e aperfeiçoar sua metodologia – e a comunidade ou público beneficiado, que receberá um serviço ainda melhor e terá mais transparência no relacionamento.
No Brasil, o Terceiro Setor tem uma participação econômica muito expressiva: hoje ele representa 5% do PIB nacional (segundo pesquisa do Programa de Voluntários das Nações Unidas em parceria com a Universidade de John Hopkins, dos EUA).
Em escala global, o mesmo estudo constatou que se o Terceiro Setor de 26 países analisados formasse uma única nação, ela seria a sexta maior economia do mundo, apresentando um PIB maior do que o do Reino Unido. Ou seja, um segmento que envolve cerca de 1,5 milhão de assalariados (ou 5,5% dos empregados de todas as organizações formalmente registradas no Brasil) e com tamanha força econômica pode sofrer um impacto imensurável caso não sejam iniciadas medidas preventivas no âmbito de gestão.
Embora ainda não se tenha um entendimento preciso quanto ao resultado final dessa oscilação econômica, o momento é de acelerar a profissionalização. As organizações da sociedade civil precisam estar cientes dos efeitos da crise e investir na criatividade para não deixar na mão seu público beneficiado.
Possivelmente, os investidores sociais já estejam priorizando iniciativas mais claras, objetivas e sustentáveis. Quiçá com um cenário de maior exigência – mas também de oportunidade – seja menos difícil separar-se o joio do trigo e os investimentos possam ser canalizados para projetos sérios, transparentes e com impacto nas suas comunidades.
*Maria Elena Pereira Johannpeter é Presidente Executiva (Voluntária) da ONG Parceiros Voluntários. E-mail: melena@parceirosvoluntarios.org.br.
http://www.gife.org.br/

terça-feira, 17 de março de 2009

Prêmio Vivaleitura 2009

Obra: Deborah Engel
O Prêmio é de abrangência nacional e tem o objetivo de fomentar a leitura e também reconhecer as boas práticas que acontecem em todo o Brasil nessa área. É dividido em três categorias: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade (empresas públicas e privadas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). Cada um dos três vencedores (um em cada categoria) vai receber R$ 30 mil , além de diploma e troféu. Também são concedidas menções honrosas a vários projetos. Condições de participação Vencedores de 2008