quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Operários que constroem o Museu Nacional da Cultura Afro visitam exposição do Benin

Cerca de 80 operários (entre pedreiros, carpinteiros e mestres) que estão trabalhando na restauração do prédio que, em 2010, será inaugurado como o Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira/Muncab visitam nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, a exposição internacional Benin está vivo e ainda lá – ancestralidade e contemporaneidade, que está em cartaz no canteiro de obras do museu. Os operários vão percorrer todas as instalações da mostra e ainda assistir a uma palestra do antropólogo e historiador Jaime Sodré sobre o Benin e sua arte. A visita e a palestra vão acontecer a partir das 15 horas.

A exposição, considerada a mais importante evento da arte beniense no mundo, ocupa os dois pavimentos do prédio em estilo neo-clássico que abriga o museu, localizado na Rua do Tesouro. São cerca de 300 trabalhos entre pinturas, esculturas, instalações, apliques e máscaras, que remetem às fortes tradições benienses, mas também contemplam a contemporaneidade do Benin, marcada por estilos audaciosos e vanguardistas de interpretação artística da realidade.

· Exposição "Benin está vivo ainda lá - Ancestralidade e Contemporaneidade"

  • Período: 19 de novembro de 2009 a 03 de janeiro de 2010
  • Horário: terça a domingo, das 10h às 17h
  • Local: prédio do Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira
  • Endereço: Rua do Tesouro, s/n Centro Histórico / Salvador
  • Entrada franca
  • Informações: 71-3321-6722

Usando a fumaça

O engenheiro elétrico turco Mehmet Ozgur adotou a fotografia como hobby e agora se dedica a registrar "esculturas" de fumaça.

Ele fotografa várias formas de fumaça e, ao sobrepor as imagens, obtém as figuras desejadas.

Radicado nos Estados Unidos, Ozgur conta que utiliza incensos e nitrogênio líquido para obter a fumaça.

Suas obras são vendidas em seu site por cerca de US$ 100 (pouco mais de R$ 170).

Intervenção urbana

O artista Oliver Bishop Young recicla objetos de maneira bem diferente em seu projeto: Skip Coversions. Aquelas caçambas de entulho que vemos nas ruas, foram transformadas por ele em piscina, salas, rampa de skate...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Vem chegando o Natal...

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.
Fonte: Wikipédia
Essa é bem original, pra quem quer sair do lugar comum. É só virar de cabeça pra baixo!
Junte na parede pedaços de memória e pronto! Sua árvore já tem o poder de relembrar natais passados, tudo na tela do hoje.
Também dá certo pendurar a árvore, ou o galho, como preferir, deitadinha.
Se você comemorou (ou bebemorou?!) muito antes do Natal, então guarda as garrafas pra montar a árvore!
Com este modelito você também sai do usual. A árvore em forma de arco é uma idéia muito criativa, mas haja enfeites!
Boa idéia pra quem não quer o tradicional pinheiro. Bem alegre e moderna!

Cineastas rejeitam volta da Embrafilme

Luana Schabib

Fim da estatal quase anulou cinema nacional, mas situação hoje é outra. A extinção da Embrafilme em 1990, no início do governo Collor, provocou uma recessão brava no cinema brasileiro, com a produção caindo a quase zero e assim se mantendo por alguns anos.

Essa situação penosa causou a impressão de que havia um luto permanente no meio cinematográfico pela morte da empresa, criada em 1969, durante o governo militar. Engano: sua recriação, nos mesmos moldes daquela época, parece não despertar o menor entusiasmo entre os profissionais de cinema.

Fernando Meirelles (de Cidade de Deus) acha que seria um retrocesso, um verdadeiro andar de caranguejo: “O que não funcionava no modelo da Embrafilme era o fato de toda a verba pública destinada ao cinema estar concentrada nas mãos de uma pequena turma que decidia quais projetos deveriam ser financiados e, portanto, além dos projetos terem a mesma cara ou direção, pertencer à turma era um pré-requisito para se fazer cinema no Brasil”, disse.

Meirelles, um dos poucos cineastas patrícios com trânsito no mercado internacional, entende que a vantagem do sistema atual de financiamento é que o dinheiro pode ser buscado em “milhares” de balcões diferentes. Essa multiplicidade de fontes de financiamento seria fiadora da “diversidade do atual cinema brasileiro, com lugar para filmes voltados ao mercado e outros experimentais, além de muitos documentários”, analisa.

“SOVIETIZADA”

Orlando Senna, cineasta (Iracema, uma Transa Amazônica, em parceria com Jorge Bodanzky), ex-titular da Secretaria do Audiovisual entre 2003 e 2007 durante a gestão de Gilberto Gil no MinC, pondera que “a única vantagem que a Embrafilme tinha em relação ao sistema atual Ancine/Secretaria do Audiovisual/Renúncia Fiscal era ser também uma distribuidora”. Mas é contra a recriação pura e simples da estatal, nos mesmos moldes dos anos 70 e 80. “Retornar a uma empresa centralizada e “sovietizada”, voltada apenas para o cinema, como a Embrafilme, seria um retrocesso. O ideal seria uma agência mais abrangente do que a atual Ancine, com poder de regulamentação sobre todo o setor e acoplada a uma distribuidora estatal”.

Mesmo o cineasta Roberto Farias (Assalto ao Trem Pagador), que dirigiu a empresa entre os anos 1974-1979, propõe uma forma alternativa, mas não vê possibilidade ou sentido na volta ao passado. “Dificilmente se poderia recriar a Embrafilme tal como era. Talvez seja possível uma espécie de BNDES do cinema, com flexibilidade para estimular, emprestar e associar-se, como alguns de nós defendíamos no fim de minha gestão em 1979, e como era o desejo de Leon Hirszman”, diz.

A produtora Mariza Leão, da Morena Filmes (Guerra de Canudos e Meu Nome não É Johnny) crava sua opinião sem qualquer hesitação. “É old fashion, uma proposta antiquada; a Embra morreu.” Ela admite que a empresa, em sua época, “foi sensacional, mas não seria agora”. Diz que a Embrafilme ajudou a ela e ao marido, o cineasta Sergio Rezende, quando não passavam de dois garotos. Mas hoje o mesmo esquema não teria mais o menor sentido.

Cabe lembrar que a Embrafilme era tanto uma produtora quanto distribuidora de filmes. E, de acordo com os profissionais ouvidos, hoje ela não seria útil nem em um campo e nem em outro. Com exceção de Orlando Senna, todos entendem que a distribuição deve ser privada, não estatal.

Farias diz que nenhuma distribuidora é capaz de dar conta de 60 a 100 filmes por ano, que é a meta brasileira a ser alcançada. E que a incapacidade de dar conta desse volume de lançamentos prejudicaria os que têm menos chances no mercado, os mais frágeis. “Já vi este filme. Os interesses imediatos da empresa e o entusiasmo de seus funcionários se concentrariam inevitavelmente nos filmes comerciais e, como antes, os “difíceis” seriam arremessados no mercado e abandonados à própria sorte.”

Mariza emenda: “Para aqueles que imaginam que uma distribuidora estatal possa substituir o legítimo direito de escolha do público, induzindo e/ou impondo filmes, lamento dizer que isso é fantasia pura.”

COPRODUTORA

Farias diz que distribuidora tem de ser privada, “trabalhando filme a filme, extraindo do mercado cada centavo do seu potencial”. E conta que no final de sua gestão, em 1979, depois de conquistar 40% do mercado, queria privatizar a distribuidora da Embrafilme, mantendo a empresa apenas como coprodutora. “Meu desejo era fomentar quatro ou cinco distribuidoras privadas que, por serem menores, poderiam dedicar-se a todos os filmes de sua carteira, inclusive os médios ou pequenos”. A sobrevivência dessas distribuidoras dependeria da resposta de público a esses filmes nas salas de exibição.

Como nada disso foi feito, a Embrafilme se arrastou ao longo dos anos 1980, acabando por ser liquidada, sem um suspiro, no início da era Collor. Se a sua extinção deixou impressão de saudade foi porque, naquela época, nada foi colocado em seu lugar e mesmo uma empresa ultrapassada era melhor do que nada. Hoje a situação é outra.

Fonte: Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S. Paulo.

E Viveram Ciumentos & Felizes para Sempre

Neste livro lançado pela Casa Editorial Luminara, a psiquiatra italiana Donatella Marazziti conta o resultado dos seus estudos realizados durante 14 anos sobre os aspectos bioquímicos e psicológicos relacionados aos sentimentos.

Investigou primeiramente como se comportam os mecanismos cerebrais diante da paixão e do amor e deste estudo resultou a publicação A Natureza do Amor que virou Best Seller na Itália e foi lançado em 2007 aqui no Brasil.

Neste seu último lançamento Donatella Marazziti

“defende a ideia de que o ciúme é um sentimento inato, com um papel importantíssimo na preservação das relações amorosas e do qual ninguém escapa. Em entrevista à repórter Naiara Magalhães, ela faz a distinção entre o ciúme normal e o patológico, estabelece os cinco perfis mais comuns de ciumentos e diz qual é a melhor arma contra o medo do abandono”.

Leia a entrevista que a autora concedeu para a Revista Veja, que sairá hoje, dia 02 de dezembro e que foi divulgada pela Veja.com

Em seu livro …E Viveram Ciumentos & Felizes para Sempre, a senhora defende a ideia de que o ciúme cumpre um papel importante na manutenção da relação. Que papel é esse?

O ciúme funciona como um detector de ameaças, de que algo de errado está acontecendo na relação. Se as pessoas souberem interpretar as mensagens que o ciúme manda, poderão usá-lo em benefício do namoro ou do casamento. Na Itália, costumamos citar o verso de um tango: “Amor quer dizer ciúme”.

É comum ouvirmos histórias de relações que são desfeitas por causa do ciúme de um dos parceiros – ou até dos dois.

Certa vez, um escritor italiano comparou o ciúme à pimenta usada para temperar a comida. É algo que pode dar mais sabor às relações, mas não deve ser excessivo. Do contrário, ninguém quer experimentar.

E como saber se o ciúme é ou não excessivo?

Essa é uma questão crucial não só para os ciumentos, como também para os psicólogos e psiquiatras que estudam o assunto. Há casos em que a patologia fica evidente. Mas às vezes é difícil definir a fronteira entre o normal e o patológico. Para mim, um dos critérios básicos nessa diferenciação é o tempo que o ciúme ocupa na vida de uma pessoa. O ciúme é normal quando dura pouco. Qual é o limite? Eu trabalho com o parâmetro de até uma hora por dia. Outro indicativo de que o ciúme é normal é que ele desaparece quando o parceiro assegura que não há motivo para senti-lo. No fim, não altera a vida do ciumento nem a de seu parceiro, apesar de causar sofrimento enquanto dura.

Como algo que implica sofrimento pode fazer bem?

Se a pessoa se pergunta “o que me faz sentir ciúme?”, ela pode usar a reflexão que surge desse questionamento para melhorar a relação. É inevitável que o medo de ser traído e de a relação acabar cause dor. Mas, quando a pessoa se debruça sobre esses medos, em geral acaba por valorizar mais o parceiro. Podemos comparar o ciúme à dor física: é ruim senti-la, mas ela tem um papel vital para evitar que nos arrisquemos em experiências demasiadamente perigosas. Quem não sente dor pode morrer precocemente por se expor a riscos muito altos. A dor, assim, promove nossa evolução. Por outro lado, quem sente dores terríveis sofre demais e vive menos. O ciúme funciona de maneira semelhante: na medida certa, protege; em excesso, mata a relação.

O que caracteriza o excesso de ciúme?

Vasculhar a bolsa ou a carteira do parceiro, checar as mensagens do celular ou ligar para todos os amigos do marido ou da mulher cada vez que ele ou ela não atende ao telefone, por exemplo, não são comportamentos bons para o relacionamento, embora possam estar presentes em quadros de ciúme ainda considerados relativamente normais. São atitudes ruins porque colocam o foco no terceiro elemento da suposta traição, e não no parceiro, o que compromete a relação saudável.

Se bisbilhotar o computador e o celular do parceiro pode ser considerado até certo ponto normal, o que indica que o ciúme passou do limite e se tornou doentio?

Quando a pessoa restringe a vida do parceiro à relação do casal, provavelmente o ciúme já virou patológico. Primeiro, o ciumento consegue um jeito de o parceiro não ir mais à happy hour com os colegas do trabalho, depois o convence a não ir mais a encontros com os amigos de faculdade e, quando o parceiro se dá conta, já não pode cumprir atividades rotineiras, como ir ao supermercado ou ao banco, sem que isso não implique ser controlado. O namorado ou o marido, ou a namorada ou a mulher, passam a viver praticamente encarcerados na relação a dois. Mesmo querendo agradar ao ciumento, ao fazer tais concessões a pessoa que é alvo do ciúme sofre por ter abandonado sua vida social e por ter abdicado de vínculos afetivos importantes. O ciumento, por sua vez, nunca estará plenamente satisfeito com a situação que ele próprio criou – qualquer esboço de vontade por parte do outro de retomar a vida vai causar-lhe ainda mais apreensão. O ciúme doentio não dá um momento de tranquilidade nem ao ciumento nem ao parceiro dele. Nunca está satisfeito.

Se sentir ciúme é inevitável, o que é possível fazer para amenizar o sofrimento que ele causa?

Duas atitudes são fundamentais para a pessoa lidar bem com o ciúme e torná-lo menos sofrido. A primeira é parar para refletir sempre que o ciúme aparecer. É preciso tentar entender a origem do sentimento. Você sente ciúme porque já foi traído e tem medo de que a experiência ruim do passado se repita? O problema está em você ou em seu parceiro? O ciúme foi desencadeado por sua insegurança? Seu parceiro fez alguma coisa que ameaçou de fato a relação? A segunda coisa é falar com o parceiro sobre o ciúme que você sente. Se o problema for tratado sem histeria (ou seja, nunca no auge de uma crise e sempre depois de restaurada a calma), esse tipo de conversa poderá ter um grande benefício para o casal. O parceiro concordará em evitar alguns comportamentos que não lhe são indispensáveis, mas fazem o outro sofrer.

Alguém está imune ao ciúme?

Quando se ama, não. Todo mundo sente, já sentiu ou sentirá ciúme do amado. Muitas pessoas podem até achar que não têm ciúme, mas elas estão enganadas. O ciúme normal é um sentimento efêmero: emerge e vai embora. É isso que faz com que muita gente se diga imune a ele. Quando uma pessoa vem a mim e diz “doutora, eu não sou ciumento”, proponho o seguinte exercício: peço a ela que pense em seu parceiro conversando com um homem ou uma mulher atraente. Em seguida, peço que imagine que os dois estão se beijando. Vamos assim, num crescendo, até o ciúme emergir. E eu garanto: ele sempre aparece.

Qual é o peso dos fatores culturais no modo como as pessoas costumam manifestar o ciúme?

Os componentes culturais têm influência, sem dúvida. Mas, para mim, o papel mais decisivo cabe à biologia: o ciúme é um sentimento inato. E há vários indícios disso. Um deles é o fato de que o ciúme está presente nas mais diferentes culturas, dos Estados Unidos à China. Ao longo da história, algumas sociedades tentaram evitar o ciúme, mas, por mais esforços que tenham feito, não conseguiram. Comunidades americanas fundadas no século XIX, como a dos mórmons e a dos oneidas, baseadas na poligamia e no amor livre, não conseguiram abafar o sentimento. Há o caso célebre de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Eles optaram por um casamento aberto, mas não evitaram o ciúme e o sofrimento trazido por ele. O ciúme é um sentimento exclusivamente humano – um sentimento complexo, que envolve áreas cerebrais e processos mentais que não estão desenvolvidos nos animais.

É comum vermos relações desgastadas, em que o homem e a mulher não demonstram mais amor um pelo outro mas continuam a apresentar comportamentos típicos dos ciumentos.

Nesses casos, é provável que o homem ou a mulher considere o parceiro apenas objeto de sua posse. Esse tipo de comportamento tem pouco (ou nada) a ver com o amor – e, portanto, tem pouco (ou nada) a ver com o ciúme normal. No ciúme patológico, a vaidade e a possessão assumem um papel maior. Repito: o foco do ciúme normal é o parceiro que o enciumado tanto ama e teme perder. O foco do sentimento patológico é o próprio ciumento.

As pessoas com baixa autoestima estão mais vulneráveis às crises de ciúme?

O ciúme não tem a ver com falta de autoconfiança, necessariamente. Há vários traços de personalidade que podem favorecer seu aparecimento. Num estudo com 500 pessoas que realizei com meu grupo de pesquisa, foram identificados cinco tipos de ciúme que podem variar na escala da normalidade: o ciúme depressivo, que realmente está relacionado à baixa autoestima, mas também o obsessivo, o paranoide, o hipersensível e o ansioso.

O que caracteriza cada um desses tipos de ciúme?

O ciúme depressivo acomete pessoas que sempre consideram seus parceiros melhores do que elas. Para essas, é óbvio que, se ainda não foram, um dia serão traídas. O ciumento do tipo depressivo não costuma tomar muitas atitudes com relação a seu sentimento. Geralmente sofre sozinho, calado. É o que chamamos de ciúme “Charlie Brown”, em referência àquele personagem dos quadrinhos. A marca do ciúme obsessivo são os questionamentos e comportamentos repetitivos. Os ciumentos dessa categoria vasculham reiteradamente as coisas do parceiro, checam os bolsos e as mensagens no celular à procura de indícios de traição. Ligam o tempo todo para ele e perguntam: “Você me ama?”. E também sempre questionam a si mesmos: “Ele me ama? Ele me trai?”. São consumidos pela dúvida constante. É o ciúme que rotulamos “Hamlet”. Já o ciúme paranoide é típico do sujeito que tem um grau maior de certeza de que o parceiro o trai. Ele fantasia a traição valendo-se de indícios que só são significativos para ele. São pessoas muito rígidas no seu modo de pensar e de agir. Criam regras que elas próprias seguem e cobram do parceiro que ele tenha os mesmos comportamentos. Dizem coisas do tipo: “Eu recusei sair com meus amigos hoje, então não encontre seus amigos amanhã”. A esse tipo de ciúme chamamos de ciúme “Otelo”. O ciúme hipersensível é típico das pessoas melindrosas. Elas não suportam a reprovação ou uma palavra mais brusca do parceiro, mas preferem sofrer em silêncio. O ciúme ansioso, por fim, é comum entre as pessoas que estão em constante estado de alerta. Na verdade, é um desdobramento da própria ansiedade.

O celular e a internet, principalmente as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, não servem de combustível ao ciúme?

Esses recursos alimentam o ciúme, sem dúvida. De um lado, porque aumentam realmente as possibilidades de traição e, consequentemente, ampliam os motivos para o aparecimento do sentimento. Atualmente, sem sair de casa, uma pessoa pode conhecer outra pela internet e acabar tendo com ela uma relação extraconjugal. De outro lado, essas ferramentas deixam as pessoas mais suscetíveis à vigilância do ciumento. As relações ficam muito mais expostas.

A senhora é ciumenta?

Eu me considero levemente ciumenta. Ocasionalmente, sinto mais ciúme do que o habitual, mas consigo dominá-lo. Tenho uma fórmula para não ser consumida pelo ciúme: não perco tempo pensando na possível traição do meu marido. Invisto minha energia cuidando dele! Funciona, eu garanto.

Publicado originalmente no blog Cybele Meyer :: Falando sobre...

Joaquim na Sampa a 360 graus

Jochen Weber nasceu em Stuttgart em 1963. Porém, pode ser considerado um cidadão do mundo, por onde há vinte anos roda e fotografa seus quatro cantos. Suas câmeras ciganas já registraram muita coisa e muita gente por aí. Já foi inclusive premiado pela National Geographic. Recentemente dispôs-se a capturar o magnetismo caótico da cidade na qual vivem mais de dez milhões de habitantes, o planeta Sampa. Nas imagens vistas do alto temos a percepção exata da sua vivacidade voraz, frenética, 24 horas por dia, que por vezes nos faz notar um de seus edifícios gigantes; nas outras, no meio dos semáforos e buzinas, vemos o ritmo incessante no qual também seus moradores chegam à luz ou às trevas.

Diante da série de fotos intituladas Metrópolis, ficamos fascinados ao ver o retrato eloqüente desta São Paulo antropofágica, um planeta meteoro prestes a nos esmagar.

Sempre conectado à rotação centrífuga/centrípeta de São Paulo, Jochen, na série Copan, também refez o movimento sinuoso que Oscar Niemeyer concebeu para seu edifício colossal e devolveu-o através de três inusitadas mandalas de concreto que abraçam o espectador como uma jibóia ao mesmo tempo em que o envolvem na beleza absoluta de uma imagem abstrata circular, eterna e completa na sua ausência de começo ou fim.

Não é de se estranhar então que esta cidade que tem o dom de acolher e repelir como nenhuma e que, como num caleidoscópio, movimenta-se incessantemente para criar e destruir realidades, receba o olhar atento e sensível de mais um de seus novos cidadãos que a adotou e que por lá já foi adotado com o nome carinhoso de Joaquim.

Fonte: Obvious
Concursos com inscrições abertas somam 18,3 mil vagas
Há cargos para todos os níveis de escolaridade.

Do G1, em São Paulo

Instituição/Órgão

Prazo

Vagas
Salário máximo Escolaridade Local de trabalho Edital
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial 08/12/09 formação de cadastro R$ 9.105,00 nível superior Brasília veja edital
Banco Central 16/12/09 500 R$ 12.413,65 nível médio e superior em qualquer área Brasília, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo veja edital
Banco de Brasília 18/12/09 213 e formação de cadastro R$ 6.750 nível médio e superior Brasília veja edital
Banco do Estado do Rio Grande do Sul 30/11/09 500 R$ 980,08 nível médio Rio Grande do Sul veja edital
Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul 30/11/09 425 não divulgado nível fundamental Rio Grande do Sul veja edital
CEB Distribuição S/A 09/12/09 1.332 R$ 4.042,71 todos os níveis Distrito Federal veja edital
Companhia Cubatense de Urbanização e Saneamento (Cursan) 11/12/09 722 (62 imediatas e mais 660 para cadastro reserva) R$ 3.346 nível fundamental, médio e superior Cubatão (SP) veja edital
Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) 08/01/09 63 e formação de cadastro R$ 6.683,06 nível médio e superior Estado de São Paulo veja edital
Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs) 08/12/09 33 R$ 2.815,02 nível médio e superior Rio Grande do Sul veja edital
Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) 30/11/09 132 R$ 2.837,32 nível médio e superior Minas Gerais veja edital
Companhia Energética de Alagoas 07/12/09 formação de cadastro R$ 2.313,24 todos os níveis Alagoas veja edital
Companhia Imobiliária de Brasília 28/12/09 39 R$ 3.452,65 todos os níveis Brasília veja edital
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos até 01/12/09 para maquinista e até 13/12/09 para demais cargos 141 R$ 3.681,53 todos os níveis São Paulo veja edital
Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul 08/12/09 33 R$ 2.693,81 nível médio e superior Porto Alegre veja edital
Conselho Federal de Economia 21/12/09 584 R$ 2.972,07 nível médio e superior todo o país veja edital
Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região (São Paulo) 30/11/09 8 R$ 1.830 nível médio São Paulo veja edital
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo 04/12/09 1 vaga imediata e formação de cadastro de reserva R$ 5.658,35 nível médio e superior Barretos, Bragança Paulista, Jundiaí, Limeira, Osasco, Piracicaba, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba veja edital
Departamento Estadual de Trânsito do Estado de Sergipe 13/12/09 300 R$ 700,00 nível médio Sergipe veja edital
Empresa Baiana de Águas e Saneamento 08/12/09 2.270 R$ 4.091,60 nível médio, técnico e superior Bahia veja edital
Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (SP) 30/11/09 286 R$ 5.016,15 nível médio e superior São Bernardo do Campo (SP) veja edital
Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) 16/12/09 253 R$ 1.176,32 nível fundamental, médio e superior Uberlândia (MG) veja edital
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 06/12/09 350 R$ 7.409,19 nível superior todo o país veja edital
Instituto Butantan 11/12/09 22 R$ 1.055,61 nível fundamental e médio São Paulo veja edital
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) 01/12/09 10 R$ 13.937,35 doutorado Rio de Janeiro veja edital
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) 10/12/09 190 R$ 3,8 mil superior em engenharia civil ou elétrica todo o país veja edital
Instituto Rio Branco 13/12/09 108 R$ 12.413,03 nível superior Brasília veja edital
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 17/12/09 288 R$ 2.643,28 nível médio e superior para administrador, contador, economista e analista de sistemas Brasília, Maceió, Manaus, Salvador, São Luís, Cuiabá, Belo Horizonte, Marituba, Natal e Aracaju veja edital
Ministério da Previdência Social 06/12/09 178 R$ 2.222,72 nível médio e superior Brasília veja edital
Ministério da Saúde 20/12/09 805 R$ 2.643,28 nível técnico e superior todo o país veja edital
Ministério Público de Goiás 18/12/09 40 R$ 18.910,24 nível superior em direito Goiás veja edital
Ministério Público de Santa Catarina 08/12/09 25 R$ 17.159,54 nível superior em direito Santa Catarina veja edital
Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Piauí 11/12/09 540 R$ 563,50 (bolsa do curso de formação) nível médio Piauí veja edital
Prefeitura de Aracaju (SE) 13/12/09 210 e cadastro de reserva R$ 1.611 nível médio e superior Aracaju (SE) veja edital
Prefeitura de Araras (SP) 30/11/09 106 R$ 8 mil nível superior em medicina Araras (SP) veja edital
Prefeitura de Brusque (SC) 02/12/09 1.058 R$ 9 mil todos os níveis Brusque (SC) veja edital
Prefeitura de Campo Grande (MS) 11/12/09 383 R$ 477,84 nível fundamental Campo Grande (MS) veja edital
Prefeitura de Caxias do Sul (RS) 06/12/09 101 R$ 3.418,99 todos os níveis Caixas do Sul (RS) veja edital
Prefeitura de Esteio (RS) 04/12/09 296 e cadastro de reserva R$ 4.657 todos os níveis Esteio (RS) veja edital
Prefeitura de Guarapari (ES) 06/12/09 41 R$ 3 mil todos os níveis Guarapari (ES) veja edital
Prefeitura de Guarulhos 02/12/09 cadastro R$ 1.245,18 nível superior Guarulhos (SP) veja edital
Prefeitura de Jandira (SP) 06/12/09 266 R$ 1.090,80 nível médio Jandira (SP) veja edital
Prefeitura de São Vicente (SP) 30/11/09 3 mil R$ 9,59 por hora/aula nível superior São Vicente (SP) veja edital
Prefeitura de Paranatama (PE) 24/12/09 251 R$ 1.385 todos os níveis Paranatama (PE) veja edital
Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul 10/12/09 16 R$ 6.285,90 nível superior em direito Rio Grande do Sul veja edital
Secretaria de Estado de Educação do Pará 03/12/09 218 R$ 2.191,18 nível fundamental e superior Pará veja edital
Secretaria de Estado e Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa) 11/12/09 cadastro reserva R$ 1.706,83 nível fundamental, médio e superior Pará veja edital
Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) de Pernambuco 20/12/09 500 R$ 1.238,88 nível médio Pernambuco veja edital
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SP) 11/12/09 1.285 R$ 1.450 nível médio e superior São Paulo (SP) veja edital
Tribunal de Contas de São Paulo 08/12/09 15 R$ 7.199,36 nível médio-técnico e superior para agente da fiscalização financeira na área de informática (suporte técnico, produção e banco de dados, redes, telecomunicações e segurança e suporte de web) São Paulo veja edital
Tribunal de Justiça do Paraná 15/12/09 9 R$ 19 mil nível superior em direito Paraná veja edital
Tribunal de Justiça de São Paulo 11/12/09 30 R$ 2.127,38 nível médio São Paulo veja edital
Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas 16/12/09 3 e cadastro R$ 6.611,39 nível médio e superior Alagoas veja edital
Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas 21/12/09 70 e formação de cadastro R$ 6.551,52 nível médio e superior Manaus veja edital
Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso 08/12/09 23 e cadastro R$ 6.611,39 nível médio e superior Mato Grosso veja edital
Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região 18/12/09 19 R$ 6.611,39 nível médio e superior para tecnologia da informação e psicologia Aracaju veja edital

Banco do Brasil
Correios
Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo
Departamento Nacional de Produção Mineral
Fundação Nacional do Índio
Fundação Nacional de Saúde
Governo do Distrito Federal
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Instituto Brasileiro de Museus
Instituto Evandro Chagas e Centro Nacional de Primatas
Instituto Nacional do Câncer
Ministério da Ciência e Tecnologia
Ministério da Cultura
Ministério da Previdência
Ministério do Meio Ambiente
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Ministério do Trabalho e Emprego
Ministério dos Transportes
Ministério Público de São Paulo
Secretaria Estadual de Educação de São Paulo
Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo
Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo
Superintendência de Seguros Privados (Susep)
Supremo Tribunal Federal
Tribunal de Justiça de Roraima

terça-feira, 1 de dezembro de 2009